Olá, olá, olá!

É com esse texto que eu quero te dar meu primeiro olá, aqui no JOI: como foi minha trajetória ao sair do trabalho e começar a empreender.

Hey, tudo bem? Esse é um artigo para eu te contar o que é o Jornadas Incríveis e como chegamos até aqui. Eu espero, com este texto, poder te ajudar a caminhar pela estrada que você gostaria de caminhar para conhecer os destinos que você gostaria de conhecer. É um dos textos mais curtos que eu já escrevi, mas contém os conhecimentos mais amplos de que eu consegui me lembrar para contar como foi o processo de deixar uma boa renda para trás em direção ao caminho que eu desejava seguir. É com esse texto que eu quero te dar meu primeiro olá, aqui no JOI.

 

O que eu não via

Certo dia, eu estava em uma reunião online de mentoria com alguns amigos. Um dos rapazes mais novos começou o hotseat contando que se encontrava meio perdido. Disse que, para o mundo, a vida dele era ótima, mas havia alguma coisa o incomodando, ele só não sabia bem o que era.

Naquele momento, eu percebi que também me sentia assim. Eu tinha uma ótima remuneração, um bom cargo em um lugar excelente para trabalhar. Eu também tinha, por fora, um negócio indo super bem, pagando até mais do que a remuneração do trabalho – e, como diz Dumbledore, isso era alguma coisa!

Eu tinha (e ainda tenho) bons amigos e uma família tranquila e unida. Mesmo assim, ainda não sentia como se eu fizesse o que deveria estar fazendo.

Minha sensação é de que eu estava projetando conquistas que outras pessoas gostariam de atingir. Com isso, eu sempre deixava de lado o que eu queria para mim.

Isso era o que eu não via e passei a enxergar.

 

A busca

Eu sabia que não estava no lugar certo, mas não tinha certeza a qual lugar pertencia.

Mas, nesse momento, eu sabia qual era a minha dúvida. Agora o que eu deveria fazer seria encontrar as pessoas certas e perguntar.

Encontrei minhas respostas em três lugares: 1. encontro com o grupo de empreendedores do Victor Damásio (mentor número um), no Rio de Janeiro; 2. encontro com os livros certos; e 3. encontro com o Rodrigo Vinhas como mentor número dois. Eu faço questão de colocar os principais responsáveis por isso nesse primeiro texto, porque essa é a coisa justa a ser feita. Sem eles, eu não estaria aqui.

Com minhas respostas, nasceu o Jornadas Incríveis. É um portal para eu compartilhar meu conhecimento técnico sobre criação de conteúdo como forma de conseguir compartilhar o que você faz de melhor com as outras pessoas. Eu faço isso ensinando as três coisas sobre as quais eu mais sei: 1. escrever bem; 2. criar sites; e 3. finalizar grandes projetos. Essa é a essência do JOI.

 

Os sacrifícios

Os sacrifícios foram em carne, vida e renda. HAHAHA! Deixe de ser trágica, Carol!

Mas essa é a verdade. Vou explicar.

 

Carne

A frase mais conhecida de O Pequeno Príncipe é: você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. Nesses últimos anos, eu encantei e atraí pessoas inteligentes, divertidas, amorosas, talentosas, competentes e criativas. Em contrapartida, eu também fui encantada e atraída por essa gente. Eu me sinto responsável por essa relação, de algum modo.

Deixar de conviver com essas pessoas em busca do que eu precisava fazer não seria confortável. E não foi. E não é. De todos os sacrifícios, esse foi e continua sendo o maior. Uma das situações básicas sobre você seguir caminhos diferentes do que você gostaria é perceber que, às vezes, você deixa o que sempre quis fazer para depois, porque você, na verdade, gosta muito das pessoas com quem trabalha.

– Certa vez, Dalla me disse uma coisa. A irmã de Val, esposa de Mance Rayder. Ela disse que a feitiçaria era uma espada sem cabo. Não há jeito seguro de pegá-la.

– Uma mulher sábia – Melisandre se levantou, sua túnica vermelha movendo-se ao vento. – Mas uma espada sem cabo ainda é uma espada (…).

{Jon e Melisandre: A Dança dos Dragões}

 

Situações como essas são como uma espada sem cabo. Mesmo que ela machuque, essa espada é a sua arma. Você quer sair, mas algo muito bom te prende? Você tem que ser corajoso. Como disse Bronnie Ware, é uma pena que ser quem você realmente é exija tanta coragem.

 

Vida

O tempo de dedicação ao que você quer fazer é quase 100% do que sobra, no dia a dia. Dessa maneira, eu sacrifiquei bastante vida, bastante tempo, de modo a concluir o que eu tivesse de concluir.

E o interessante é que, mesmo estando na estrada certa, há buracos por todo lado. Existe a parte chata, existe a parte trabalhosa. Então, não é uma brincadeira de criança fazer o que se quer fazer. Não é fácil. E é justamente por isso que eu consigo ser diferente.

 

Renda

Outra frase de O Pequeno Príncipe, pouco menos conhecida do que a primeira que contei, é: “se lhes dou esses detalhes sobre o asteróide B 612 e lhes confio esse número, é por causa das pessoas grandes. Elas adoram números.”

Muita gente vai entender a jornada pelos números, e está tudo bem. Vamos entender, para então praticar e conhecer o que está por trás de tudo isso.

Boa parte dos meus 20 anos foi dedicada a estudar (para), passar (em) e exercer um cargo público. Eu comecei no mundo dos concursos com um objetivo simples: fazer dinheiro. Eu nunca tinha realmente feito muita grana e queria saber como era isso. Havia outras coisas, também, mas a remuneração era meu foco principal.

Para criar o JOI e passar minha mensagem às pessoas, sacrifiquei minha renda. Não sei se você já se acostumou a fazer R$ 15 mil por mês (ou mais que isso), mas organizar o trabalho para que essa renda deixasse de existir, eu sei, não seria tarefa fácil. E não foi. E não é.

Mesmo com as possibilidades de perigo, viver minha jornada incrível era o que eu queria fazer. Sacrifícios exigem muito mais do que largar de uma vez. Por isso, eu bolei um plano. Você SEMPRE tem que ter um plano.

 

O plano

O Vinhas me deu um dos melhores conselhos da vida como empreendedora: controle seus nervos. O plano basicamente é ligado à ação de controlar os nervos, mesmo. O plano mantém minha cabeça no lugar. Sempre que eu pensava (e sempre que pensar) nos três sacrifícios, lia minhas anotações e livros para relembrar por que eu estava fazendo o que estava fazendo.

Eu criei uma listinha básica para controlar os nervos que pode te ajudar a controlar os seus, também:

  1. lembre-se sempre que você é muito boa – e mostre isso para as pessoas (não fale);
  2. diminua os custos, use bastante parte do seu tempo calculando-os e nunca gaste mais do que o necessário;
  3. nunca deixe os achismos ganharem… pesquise bem;
  4. pare de pagar dívidas de gestão (esse veio do livro O Lado Difícil das Situações Difíceis);
  5. fale mais nãos do que sims… se você cometer um erro que leve a dívida de gestão, corte esse erro logo de cara… não deixe se prolongar;
  6. diminua coisas a fazer… sempre que for fazer alguma coisa, pergunte-se se isso faz parte do JOI, e faça o que você é melhor (conteúdo)… terceirize ou até ignore o resto;
  7. melhore sempre: você não sabe e nunca vai saber tudo;
  8. não permita que o seu pensamento sobre o que os outros pensam te atrapalhe – a maioria não é verdade ou não importa, mesmo… lembre-se de que, como você, as pessoas têm as próprias vidas e pensamentos;
  9. lembre-se de quem você é;
  10. dinheiro é importante para a caminhada, mas jornadas não são sobre levar mais objetos (e sim MENOS), por isso, pare de querer se mostrar com coisas… simplifique e compre o que você realmente quiser.

Descubra o que o incomoda no mundo e corrija isso para nós

Um dos livros mais importantes nessa história toda foi o A Felicidade da Busca, de Chris Guillebeau. Ele escreveu, nesse livro, a frase acima: descubra o que o incomoda no mundo e corrija isso para nós.

É claro que isso é muito genérico, então eu concluiria o pensamento assim: não é sobre salvar o mundo todo, de uma vez só, com superpoderes impossíveis. É sobre melhorar o que você puder, é sobre fazer a sua parte, é sobre melhorar sempre e é sobre curtir cada momento dessa jornada.

Essa foi minha mensagem de boas-vindas ao JOI! O modo como eu toco esse projeto é diferente do modo como você tocará o seu. Não sei o que você procura. Fazer uma viagem longa? Escrever um livro? Ter um filho? Construir um negócio usando sites? Se você quer iniciar em algo novo e também precisa de clareza, faça-nos uma pergunta.

Aproveite a vida aê, hein! MUITÃO!

Um beijo,

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