Livros Lidos

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Há pouco mais de 500 anos, Johannes Gutenberg presenteou a humanidade com a mais importante invenção da sociedade pré-industrial: a prensa móvel. Hoje, graças a ele, temos livros em abundância, e eu sou pessoalmente gratíssima por isso. São raros, entretanto, os casos de pessoas que realmente aproveitam isso. Nesta página, há todos os livros que já li, com algumas marcações importantes nas obras literárias das quais eu mais gosto. Eu te convido a ler algum deles, hoje 🙂

O Pacto

de um ano

Em 2016, eu deixei de lado uma das atividades que eu mais gostava de fazer simplesmente porque disse que não tinha tempo para isso: a leitura. Como consequência, tive um dos anos mais fracos de livros dos últimos tempos: acrescentei apenas 6 ao meu portifólio.
Por isso, defini um pacto em 2017: eu leria, no mínimo, um livro por semana. E em 2018 eu continuo com o pacto.

Janeiro de 2018


1. O Ego é Seu Inimigo

de Ryan Holiday

Mais um livro indicado pelo Rodrigo Vinhas. Acho que vocês já devem estar acostumados a ver o nome do meu mentor por aqui, não?

O livro nos ajuda a destruir nosso maior inimigo: o ego.

Escrito pelo filósofo estóico Ryan Holiday, mesmo autor de O Obstáculo é o Caminho, nós viajamos por grandes nomes da história, nomes que entraram nela por ego ou por humildade.

Além disso, descobrimos um pouco mais sobre nós mesmos.

Livros sobre estóicos agora vão entrar ao menos uma vez por mês em minhas listas. Você tem alguma sugestão? Envie uma mensagem para mim, sim? contato@jornadasincriveis.com.br

2. Mostre Seu Trabalho

de Austin Kleon

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Eu já esperava um bom livro, porque o Austin – o “escritor que desenha” – é o mesmo autor de Roube Como um Artista, que é sensacional.

Mostre o Seu Trabalho me fez repensar em tudo o que eu vinha compartilhando, ultimamente, e que não dava tanto zum zum zum. Esse não é só um livro favorito no ano – é, também, um dos melhores livros que já li na vida.

Acredito que o livro possa entrar nessa de melhores da vida por conta de uma palavra simples: impacto. Foi isso o que o livro do Austin me causou 🙂

Quase todas as pessoas que admiro e que me inspiram hoje em dia, em qualquer profissão, colocaram o ato de compartilhar em sua rotina. Essas pessoas não estão badalando em festas e lançamentos, estão ocupadas demais para isso.

Todo dia, quando terminar de trabalhar, volte para seus registros e encontre algo do seu processo que possa dividir.

Um relatório diário é muito melhor que um currículo ou um portfólio, porque mostra no que estamos trabalhando neste momento.

Claro que não deve deixar o ato de compartilhar se sobrepor ao fazer.

O medo é muitas vezes apenas a imaginação fazendo uma curva errada.

Quando se livra do material antigo, você anda para frente e encontra algo melhor.

3. Extraordinário

de R. J. Palacio

Livro bonitinho, mas não muito o que falar além disso.

Já li romances mais legais do gênero “crianças que te ensinam lições”, talvez A Culpa é das Estrelas seja o melhor deles, mas confesso, com um pouco de dor na consciência, que não é o meu estilo preferido. Amo mais os realistas, e George Martin, por exemplo, certamente chamaria Auggie Pullman de criança do verão.

Li o livro por três motivos: gosto de diversificar; uma amiga próxima maravilhosa me indicou; Julia Roberts fez a adaptação para o cinema e eu gosto de ler antes de assistir ao filme.

4. As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera

de Haemin Sunim

Acredito que o melhor tipo de leitura seja este: o tipo que você não espera muito, e te entrega algo totalmente surpreendente.

Resolvi ler As Coisas que Você Só Vê Quando Desacelera porque achei o título legal e eu estava entediada com outro livro que estava lendo. O outro livro é em inglês e eles são mais complicados para mim. Então, decidi descansar lendo Haemin Sunim.

O autor é um monge que vive em Nova Iorque e escreve sobre seus pensamentos e aprendizados durante a vida.

Livro recomendadíssimo. Postei no Stories alguns trechos e meus alunos e seguidores amaram.


Março de 2018


1. Pegasus e o Fogo do Olimpo

de Kate O’Hearn

Um aluno do Esquemaria me indicou essa série de livros e eu testei com o primeiro (Pegasus e o Fogo do Olimpo). Como, em minha percepção, o livro foi só mais ou menos, decidi não ler os demais. Não tenho tanta simpatia assim pelo Pegasus na mitologia romana – e, para ser sincera, estou meio enjoada de mitologia greco-romana em livros de ficção, ultimamente.

2. Propósito – A Coragem de Ser Quem Somos

de Sri Prem Baba

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

5 estrelinhas para esse clássico da auto-ajuda!

Com esse livro, consegui me reconectar com minha concepção do que Sri denomina O Mistério, bem como com minha espiritualidade.

Também relembrei alguns aspectos de diminuição do ego que já estavam ficando para trás.

Aqui estão alguns dos trechos que destaquei:

E hoje sofremos de uma profunda doença chamada egoísmo, que nos leva a manifestar um grau insustentável de desrespeito à natureza e aos outros seres humanos, além de uma profunda ignorância em relação ao significado da vida.

Quando nos permitimos contemplar e nos deixar envolver pela beleza da vida, observando os fenômenos da natureza, percebemos que tudo é fantástico e que, certamente, a vida vai muito além dessa realidade cotidiana que captamos através dos nossos olhos físicos.

Os muros que você constrói ao seu redor para se proteger são os mesmos que o mantêm isolado no mundo.

A projeção das nossas carências e condicionamentos nas nossas crianças é uma das bases que sustentam a miséria humana.

Esta é a ilusão básica que sustenta a miséria no mundo: a ideia de que somos carentes e precisamos receber algo de fora.

E por causa disso, você se torna um mendigo que, para receber uma migalha de atenção, vende a alma. Finge ser algo que não é; usa máscaras para agradar e receber um pequeno olhar, um pequeno carinho.

A pessoa se tornou especialista no fazer, mas não no ser. Entretanto, a completude somente é alcançada quando o ser e o fazer se alinham.

Se a sua felicidade depende do outro, se tudo que você conquista é para ser importante para o outro, isso não é felicidade, é dependência.

Uma pérola de sabedoria creditada ao Buddha diz que a dor é inevitável, mas que o sofrimento é desnecessário. E desnecessário significa opcional.

Todos os males deste mundo existem por causa do amor adormecido em nós.

O desapego é o que possibilita a escolha, e a escolha possibilita a liberdade.

O sofrimento é uma coisa que ninguém quer, mas da qual ninguém abre mão, porque ele gera um senso de identidade.

Nós, enquanto raça humana, precisamos nos harmonizar com a energia do dinheiro, sem hiperdimensionar ou subdimensionar o seu valor.

3. 12 Dias para Atualizar Sua Vida

de Tiago Brunet

Mais um livro brasileiro para a lista de desenvolvimento pessoal e auto-ajuda do mês. Tiago traz a proposta de atualização (palavra-chave do livro) em 12 dias (um dia para cada atualização). Sendo assim, é um livro feito para ser lido em exatos 12 dias.

Tiago escreve muito bem e tem uma pegada boa de desenvolvimento do conteúdo. Ele usa bem o estilo Augusto Cury – pelo que entendi, o autor é pupilo do outro. E não seria para menos, já que uma das propostas de atualização da vida é possuir um mentor.

4. 2001: Uma Odisséia no Espaço

de Arthur C. Clark

Nota 10 para o enredo do livro, nota 5 para o modo chato como foi escrito.

Odisseia 2001 é um clássico, né? Um clássico bem chato, mas um clássico.

O ponto alto do livro para mim é quando HAL 9000 (o robô da nave espacial) começa a revelar sua consciência.

Também gostei do fato de o autor ser um britânico nerd em astronomia. Os tantos dados e explicações que aparecem no livro são bacanas por conta disso. E, por ser um grande livro de ficção científica, acabou por influenciar muito da ciência e da tecnologia que conhecemos hoje. Pode ser também um grande influenciador do Elon Musk, vá saber! Haha!

O único ponto chato é o livro em si. O modo como é escrito. Mas ok, ok, a gente releva.

O enredo é legal: uma placa estranha (monólito) aparece para os humanos primitivos e lhes dá inteligência. Pulamos para um futuro desconhecido depois da corrida espacial – época em que homens passam a viver na lua. Os americanos encontram o monólito, que acaba emitindo ondas de som para Saturno (especificamente em sua lua Jápeto). O governo americano envia cientistas para Jápeto, em uma missão basicamente suicida. No meio do caminho, a nave dá a louca, e seu sistema computadorizado (HAL 9000) revela sua consciência e assassina quase todos da tripulação.

É um livro cansativo que vale a pena.

Antes de 2018

Sim, antes de 2018 eu já tinha lido bastante! No botão abaixo, há a lista de tudo o que consegui me lembrar (e algumas anotações nos principais livros). Aproveite a leitura 🙂