Livros lidos em 2017

Livros Lidos

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Há pouco mais de 500 anos, Johannes Gutenberg presenteou a humanidade com a mais importante invenção da sociedade pré-industrial: a prensa móvel. Hoje, graças a ele, temos livros em abundância, e eu sou pessoalmente gratíssima por isso. São raros, entretanto, os casos de pessoas que realmente aproveitam isso. Nesta página, há todos os livros que já li, com algumas marcações importantes nas obras literárias das quais eu mais gosto. Eu te convido a ler algum deles, hoje 🙂

O Pacto

de 2017

Em 2016, eu deixei de lado uma das atividades que eu mais gostava de fazer simplesmente porque disse que não tinha tempo para isso: a leitura. Como consequência, tive um dos anos mais fracos de livros dos últimos tempos: acrescentei apenas 6 ao meu portifólio.
Por isso, defini um pacto em 2017: eu leria, no mínimo, um livro por semana. Aqui estão os livros lidos esse ano, até o presente momento:

Janeiro de 2017


1. A Felicidade da Busca

de Chris Guillebeau

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Este livro me ajudou a criar o Jornadas Incríveis, então sou bastante grata ao Chris por isso. É um dos meus livros de cabeceira. O autor conta várias histórias de pessoas que decidiram seguir a intuição e partir para uma jornada transformadora. Eu indico que você leia e veja pessoalmente cada história que o Chris traz, de cada jornada diferente. Acredito que só assim é possível entender a essência do livro. Alguns dos trechos de que mais gostei:

  • Se você quer alcançar o inimaginável, comece imaginando-o.
  • Essa perspectiva – “se não tentasse, sempre pensaria no que poderia acontecer” – era recorrente nas histórias que observei.
  • Preste atenção às ideias que atraem seu interesse, especialmente aquelas que você não consegue tirar da cabeça.
  • Nada do que vale a pena ser feito é fácil.
  • Ao completar 95% da jornada, você só percorreu metade do caminho (provérbio chinês).
  • Ela seria um par perfeito para Nate Damm, que disse que atravessar os Estados Unidos a pé era “muito simples” porque bastava colocar um pé na frente do outro.
  • Talvez a maior adaptação à vida em “casa”, seja lá onde ela for, é entender que você se tornou alguém diferente de quando começou.

2. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

de J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany

Como uma grande fã das saga de Harry Potter, eu me senti na obrigação de ler o oitavo livro. Eu estava com as expectativas realmente baixas, mas fiquei bem surpresa com a história. Algumas coisas inimagináveis acontecem em A Criança Amaldiçoada, o que prova algo que sempre falo: livros de ficção são incríveis justamente pelo fato de não terem barreiras. A nossa mente pode viajar o tanto que quiser com a literatura 🙂

3. Criativo e Empreendedor Sim, Senhor!

de Rafa Cappai

A Rafa é uma das poucas empreendedoras no Brasil que dão soluções reais para quem quer empreender com criatividade. Ela leva consigo o lema de que podemos transformar paixão e talento em negócio. Nada melhor do que um pensamento assim para me levar a ler o livro da capinha marrom, que veio com super dicas bacanas de empreender com paixão.

4. Depois a Louca Sou Eu

de Tati Bernardi

Provavelmente o livro com o qual menos me identifiquei, no mês. Ele conta os incidentes da autora no mundo dos remédios controlados. Não me leve a mal: a Tati escreve muito bem. O fato é que o conteúdo do livro não tem muita relação com minhas posições sobre a vida. De toda forma, o texto me ensinou alguns nomes de remédios (sou péssima com isso) e trouxe uma ou outra piadinha realmente boa 🙂

5. O Poder dos Quietos

de Susan Cain

Susan é introspectiva e busca, neste livro, demonstrar o lado bom de ser quieta. Ela não só exemplifica muito bem os casos de quietos que mudaram a história – tais como J. K. Rowling, Bill Gates, Rosa Parks –, como também demonstra cientificamente que algumas das principais características dos tímidos são necessárias para que a sociedade cresça bem e cada vez melhor.

6. Trabalhe 4 Horas por Semana

de Tim Ferriss

Tim explica o modelo próprio de negócios, neste livro. O autor busca excluir o desnecessário para ter mais tempo, qualidade de vida e pequenas aposentadorias durante o ano. Os exemplos de Ferriss são bastante práticos e, em minha opinião, se todas as pessoas no mundo lessem esse livro, haveria maior abundância e menos coisas inúteis no planeta.


Fevereiro de 2017


1. O Mensageiro Milionário

de Brendon Burchard

Esse aqui entrou em minha lista por influência do Victor Damásio, meu mentor. Brendon compartilha a própria história, neste livro, e conta como se tornou um dos maiores experts dos Estados Unidos no mundo do desenvolvimento pessoal. O livro não me tocou muito, entretanto, abriu meus olhos para o fato de que, apesar de não ser correto buscar a perfeição (feito é melhor do que perfeito), devemos ser no mínimo realmente bons no que fazemos (feito BEM FEITO é melhor do que perfeito).

2. Sapiens – Breve História da Humanidade

de Yuval Noah Harari

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Eu sempre quis ler um compêndio com a história da humanidade, mas nunca colocava em prática. Certo dia, o Murilo Gun falou sobre esse livro e eu decidi colocá-lo em minha lista do mês. Foi uma escolha EX-CE-LEN-TE! O Yuval é um historiador israelense com doutorado em Oxford. Para mim, isso pouco importa, porque, independentemente dessa bagagem acadêmica de peso, o que vale realmente é o conteúdo do livro. E o autor não deixa a desejar. Ele conta as passagens históricas indo e vindo, demonstrando como algo que aconteceu há milhares de anos tem relação com o que ocorre hoje em dia. Alguns dos trechos de que mais gostei:

  • A coisa mais importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de gorilas, vaga-lumes ou águas-vivas.
  • Há apenas 6 milhões de anos, uma mesma fêmea primata teve duas filhas. Uma delas se tornou a ancestral de todos os chimpanzés; a outra é nossa avó.
  • É uma falácia comum conceber essas espécies como dispostas em uma linha reta de descendência, com os ergaster dando origem aos erectus, os erectus dando origem aos neandertais e os neandertais dando origem a nós. Esse modelo linear dá a impressão equivocada de que, em determinado momento, apenas um tipo de humano habitou a Terra (…).
  • Desde a Revolução Cognitiva, os sapiens vivem, portanto, em uma realidade dual. Por um lado, a realidade objetiva dos rios, das árvores e dos leões; por outro, a realidade imaginada de deuses, nações e corporações.

3. 50 Tons de Cinza

de E. L. James

50 Tons é o típico livro do qual a galera gosta e se juntar para falar mal. Eu concordo com algumas posições: não é a melhor escrita do mundo, é super fácil de ler e bem incoerente – e existem contos eróticos melhores e de graça, no Google. Só que é um livro para nós entendermos como uma simples história pode se espalhar pelo mundo, como um vírus de computador. Nós precisamos entender quais elementos fizeram do 50 Tons um fenômeno mundial. É uma leitura obrigatória para qualquer aspirante a autor bestseller. Portanto, engula o orgulho ferido e vá ler! Aposto que uma coisinha ou outra você vai aprender, também, com o Mr. Grey, o que não é nada mal 😉

4. Hackeando Tudo

de Raiam Santos

O Raiam entrou recentemente para o universo da autopublicação e está no caminho de se tornar uma das mentes influentes para a geração mais jovem do Brasil. Ele conseguiu uma vaga da UPenn, uma das 8 universidades de ponta dos Estados Unidos, e isso chama bastante atenção no currículo do cara. Ele decidiu, entretanto, viver como escritor no Brasil e, até agora, parece que tem dado certo. Em Hackeando Tudo, um livro moleza de se ler, Raiam dá dicas pessoais de hábitos produtivos. Não é nada muito louco. Também não é um livro para quem quer mergulhar de cabeça no mundo hacker, mas é bacana para quem quer começar a mudar os próprios hábitos, com dicas pontuais.

5. Coração de Aço

de Brandon Sanderson

Esse aqui veio da dica de um podcast do Jovem Nerd. Eu já tinha lido o livro de ficção do mês, e minha regra para este ano é: um livro por semana, sendo três de não-ficção e um de ficção no mês inteiro. Como a meta já tinha sido batida, consegui acrescentar mais um de não-ficção (este!) e um de ficção (você saberá qual é daqui a pouco). Achei interessante um livro de ficção científica abordando semi-deuses (denominados Épicos), com um quê de super-poderes e extinção da humanidade. Isso me lembrou X-Men, mas o legal é que saía da panelinha Marvel e DC. Gostei bastante da história. É um típico livro feito para vender muito e se tornar trilogia e filme de Hollywood. Se você não gosta disso, nem tente. Ou tente, se quiser sair da própria zona de conforto. Eu, pelo menos, sempre tento manter a mente aberta para tipos diversificados de livros. Já conversei com amigos mais próximos e vamos adotar um livro por mês diferentão dos que já leríamos. Isso vai estimular nossa criatividade e abrir ainda mais nossa mente 😉

6. A Mágica de Pensar Grande

de David J. Schwartz

Esse aqui foi indicação do Rodrigo Vinhas, uma das pessoas mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer. O que mais me chamou atenção neste livro foi a data em que foi escrito. Pelo conteúdo bastante abrangente, pensei que era uma obra dos anos 2000, super recente. Entretanto, descobri vai além disso: o livro do David é um verdadeiro conteúdo evergreen – não importa QUANDO você o lê, ele sempre vai ser atual. O livro foi publicado em 1959, mas parece que foi escrito ontem mesmo. É, sem dúvidas, uma leitura de extremo empoderamento, que nos ensina a pensar grande em diversas áreas da vida – sejam elas de cunho pessoal ou profissional. Ele bateu na trave. Quase levou o Prêmio Carol de Livro do Mês, mas competiu com o Sapiens, o que não foi muito justo, né? 🙂


Março de 2017


1. Cesar’s Way

do Cesar Millan – em português: O Encantador de Cães

Uma grande amiga – Liana – me emprestou esse livro para me ajudar a entender melhor minha cadelinha (a fofura chamada Elizabeth). O autor (Cesar Millan) é uma estrela nos Estados Unidos quando o assunto é adestramento de tolices, e já cuidou de cães de pessoas famosíssimas, em Los Angeles. Para você ter ideia, estrelas como Oprah Winfrey, Will Smith e Scarlett Johansson já entregaram suas fofurinhas nas mãos de Cesar. O livro é bacana. Conta um pouco da história do autor, que saiu do México, atravessou a fronteira com os Estados Unidos e foi diretamente a LA, com o objetivo claro em mente de cuidar de cães em Hollywood. Millan não conta apenas como ele faz para encantar os cães. Ele também dá detalhes de como NÓS, humanos, principalmente os extremamente amantes de bichinhos de estimação, colocamos todos eles a perder, com nosso amor incondicional.

2. A Única Coisa – O Foco Pode Trazer Resultados Extraordinários para Sua Vida

de Gary Keller e Jay Papasan

✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Março não trouxe um livro do tipo “caramba, uau, mudou minha vida”, mas todos foram bastante bons e, de alguma maneira, conseguiram me ensinar muita coisa. Por isso, apesar de este ter levado quatro estrelas, foi o livro do mês. A Única Coisa mostra como o foco é poderoso e nos leva a grandes resultados. Se eu não tivesse lido este livro, provavelmente só conseguiria lançar o Jornadas Incríveis em agosto de 2017, e agora as perspectivas são para final de abril. O livro também me ajudou a abrir mão do Esquemaria, que vinha me dando um lucro mensal de R$ 40 mil, para poder focar no JOI, que é mais ligado à minha missão de vida. Em outras palavras: sacrifiquei renda por algo maior. Por que, então, dei quatro estrelas? Porque algumas partes do livro são BEM repetitivas. Só isso. Não é o livro todo, de verdade: são só poucas partes que me deixavam com a sensação de “ok, próximo tópico”. Alguns dos trechos de que mais gostei:

  • “Ser simples” é ignorar todas as coisas que você poderia fazer, preocupando-se com o que deve fazer.
  • (…) acreditar na ÚNICA Coisa se torna difícil porque, infelizmente, começamos a acreditar em muitas outras coisas.
  • As coisas mais importantes nem sempre são as que gritam mais alto.
  • Listas de tarefas tendem a ser longas; as de sucesso são curtas.
  • Mencione “grande” junto a “conquista” e os primeiros pensamentos que vêm são: difícil, complicado e consome tempo.
  • Cuidado com como você interpreta o mundo; ele será o que você interpretar.
  • Descansar é tão importante quanto trabalhar. Há poucos exemplos de gente de sucesso que viola essa regra, mas não nos espelhamos neles.
  • Acho que a pergunta que você deve fazer a si mesmo é: ele consegue fazer isso porque é o Stephen King ou ele é o Stephen King porque faz isso?

3. Published – The Proven Path From Blank Page to Published Author

de Chandler Bolt – não há versão do título em português, mas a tradução ficaria aproximadamente assim: Publicado – O Caminho Comprovado da Página em Branco para o Autor Publicado

Este livro eu peguei aleatoriamente no Kindle e, originalmente, não estava em minha lista de leitura. O início do livro é muito bem escrito e chama bastante atenção para os resultados do jovem Chandler. O primeiro bestseller do autor foi escrito quando ele tinha 21 anos e hoje, com 27, tem um negócio que já faturou milhões de dólares em vendas. É, realmente, alguém sensacional. As técnicas de escrita do Chandler são justamente com foco em criação de bestsellers, mas servem basicamente para livros de não-ficção, com o intuito de esses livros serem apenas a ponta do iceberg para lançamentos de cursos maiores. A ideia é que os livros sejam lançados no máximo em 90 dias, sendo que a parte da escrita fica com um terço desse total. Isso vai de encontro com o que prega George R. R. Martin – “o diabo está nos detalhes” –, mas certamente funciona. De todo modo, valeu a pena e, muito provavelmente, eu lerei mais algum livro do Chandler Bing Bolt.

4. Depois de Você

de Jojo Moyes

Esse é a continuação de “Como Eu Era Antes de Você”, que foi um dos poucos livros que li em 2016. Portanto, se você pretende ler um dos dois, tome cuidado com spoilers. Achei bem triste a personagem principal estar toda acabada da vida, especialmente depois de tudo o que aconteceu com ela no primeiro livro; eu realmente acreditava que a Luiza voltaria extremamente transformada e com novos desafios, mas ela só voltou com novos desafios, mesmo. Bem, eu só achei o livro “ok”. Poderia ter sido melhor.

5. A Startup de $100

de Chris Guillebeau

Eu estava com muito medo de me decepcionar com este livro, por dois motivos específicos:

  • eu já tinha me apaixonado bastante pelo Chris em “A Felicidade da Busca” e não imaginava que ele poderia ensinar muito mais coisas;
  • este é o livro principal do autor, e já foi parar no The New York Times… era muita expectativa para um livro só!

O Chris não deixou a desejar. Eu ainda gosto mais do “A Felicidade da Busca”, que transformou minha vida, mas A Startup de $100 também é uma delícia. Basicamente, o livro explica como podemos abrir nossos negócios com pouco dinheiro, hoje em dia, especialmente com a Internet aí para dar e vender. O que acho mais legal no estilo Chris de escrever são as histórias que ele traz – todas bastante boas e úteis. Mais um ponto para você, negão!

6. Seis Passeios pelos Bosques da Ficção

de Umberto Eco

Minha vibe em março foi de livros para autores, como você pode constatar. Umberto Eco é um mago da literatura e, apesar de o livro ser chato em algumas partes (desculpe aí, sociedade blasé!), de repente joga aquele conhecimento que você fala: putz, obrigada! De verdade! Se você pretende escrever um livro de ficção, este aqui vai te ajudar a ver o mundo da literatura pelo ângulo de um grande autor. Vale a pena.


Abril de 2017


1. Essencialismo

de Greg McKeown

Se eu tivesse de escolher entre Essencialismo e A Única Coisa, o primeiro ganharia. Greg diversifica mais neste livro e consegue não repetir tanto os ensinamentos. Na realidade, os dois livros são muito bons, valem a pena e nos encorajam a excluir mais coisas de nossa vida que não têm relação com nosso propósito principal, mas o Essencialismo também nos ajuda em um ponto que A Única Coisa praticamente não toca: TER menos coisas inúteis e FAZER menos coisas inúteis. Mais uma vez, li um livro sobre foco que me ajudou a entrar nos eixos e parar para excluir atividades não-essenciais do meu dia a dia. Nota 10.

2. El Salón de Ámbar

de Matilde Asensi

Apesar de eu ter aprendido alguma coisícula de nada de arte europeia, neste livro, ele me pareceu bem bobinho. As cenas românticas não tinham nada demais, nenhuma personagem me chamou atenção e o vilão era um frangote de nada. Li por indicação de minha professora de espanhol, e acredito que ela tenha me passado essa história porque as palavras são fáceis de entender; não indico, entretanto, como fonte de inspiração, como uma grande história. A escritora, entretanto – Matilde Asensi –, é bastante conhecida na Espanha. Eu tenho a impressão de que ela é como nossa Maria José Dupré. Apesar de o livro ser fraquinho, ele me inspirou a reler, futuramente, A Ilha Perdida e A Montanha Encantada. Esse livros li quando era bem criança, então queria realmente ter a oportunidade de vê-los com os olhos de uma adulta.

3. Wall Street

de Raiam Santos

Este foi o segundo livro do Raiam, este ano. Achei bacana, conta com detalhes a ida dele para a Universidade de Pensilvânia, e também dá maiores detalhes dos desafios do brasileiro para conseguir um emprego em Wall Street. Achei melhor do que Hackeando Tudo, e realmente acredito que o Raiam tem um caminho bastante interessante a ser trilhado em sua jornada.

4. Intermitências da Morte

de José Saramago

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Em homenagem ao Sara devemos escrever assim, É assim que vamos escrever então, Assim mesmo, Então se as coisas são assim que se há de fazer não é mesmo, Boas noites, Boas noites, No dia seguinte ninguém morreu. Haha! Vá, é mais ou menos assim que Saramago escreve. Bem, fato é que é uma delícia ler Intermitências da Morte. A história começa com a virada do ano novo e, de repente, ninguém mais morre em um determinado país. Como sempre, Saramago aproveita essas situações de ensaio e as utiliza para detonar as instituições humanas: o governo, a religião, o exército, as empresas… tudo muito hilário! É um livrão, vale cada segundo de leitura. Alguns dos trechos de que mais gostei (cuidado! Spoilers!):

  • Boas noites, senhor primeiro-ministro, se a morte resolver regressar esta noite, espero que não se lembre de o ir escolher a si.
  • Por nossa parte, igreja católica, apostólica e romana, organizaremos uma campanha nacional de orações para rogar a deus que providencie o regresso da morte o mais rapidamente possível (…)
  • (…) o certo é que os rumores de que um golpe militar estaria em preparação, embora ninguém soubesse explicar porquê e para quê, (…)
  • (…) tudo está controlado, Menos a questão das pensões, Menos a questão da morte, senhor, se não voltarmos a morrer não temos futuro.
  • (…) devo explicar que a intenção que me levou a interromper a minha actividade, a parar de matar, a embainhar a emblemática gadanha que imaginativos pintores e gravadores doutro tempo me puseram na mão, foi oferecer a esses seres humanos que tanto me detestam uma pequena amostra do que para eles seria viver sempre,
  • (…) assino com o nome com que geralmente se me conhece, morte.

5. Happy for No Reason

de Marci Shimoff – título em português: Os Sete Passos para Ficar de Bem com a Vida

Apesar de o título em português ser meio “Xuxa”, o conteúdo do livro é muito bacana. De novo: alguns dos livros de desenvolvimento pessoal são repetitivos, às vezes, mas mesmo assim valem a pena pelos ensinamentos incríveis. Eu gostaria de compartilhar dois desses ensinamentos rapidamente. O primeiro é: seus pensamentos nem sempre são verdadeiros. Não é porque eles estão aí, em sua própria mente, que eles não estejam querendo te dar um drible e marcar o gol. Seja Manuel Neuer, aqui: frio e calculista; não deixe a bola entrar. Uma das técnicas que a autora entrega é, na verdade, de Byron Katie. Ela ensina o seguinte: para você ignorar pensamentos negativos (não EXCLUIR, mas ignorar), você pode se perguntar: 1. isso é verdade?; 2. você pode dizer com certeza que isso é verdade?; 3. como você reage ao acreditar nesse pensamento?; e 4. quem você seria sem este pensamento? Depois de aplicar a técnica, faça uma negação do pensamento inicial. É claro que isso é bem mais poderoso quando você lê com todo o contexto, todas as histórias que Marci entrega no livro. O segundo ensinamento é a ideia do livro como um todo. Para isso, tenho que explicar o título em inglês: a tradução literal é “Feliz Sem Ter Motivo”. Muito melhor do que o título Xuxa que deram, não é mesmo? Marci diz que existem várias versões relacionadas a felicidade:

  1. a pessoa é completamente infeliz (aqui, ela está com uma depressão profunda);
  2. a pessoa é feliz por motivos ruins (drogas, álcool, farra, amizades ruins);
  3. a pessoa é feliz por motivos bons (tem um bom emprego, tem uma boa relação com a família, tem tempo, está em um ótimo relacionamento).

Nesse ponto, a autora explica o seguinte: mesmo quem é feliz por motivos bons ainda não chegou à fase “Nirvana” (quarta fase) da felicidade. Isso porque esses motivos podem ser tirados das pessoas, de alguma forma. Por exemplo: a pessoa pode perder o emprego, pode perder alguém da família, pode perder dinheiro ou pode receber um surpreendente “eu quero o divórcio” do parceiro. O ideal, portanto, seria chegar ao status número 4 da felicidade:

4. a pessoa é feliz sem precisar ter motivos.

O bacana é que existem vários exercícios durante o livro que estimulam a felicidade. Mesmo se você já é feliz sem ter motivos, vale a pena ler o livro para uma manutenção diária desse estado.


Maio de 2017


1. O Jeito Disney de Encantar Os Clientes

de Michael D. Eisner

Minha primeira impressão geral é de que o livro é muito melhor para quem já conheceu os parques da Disney. Algumas das histórias contadas são fáceis de imaginar, mas viver o que o narrador explica é muito mais poderoso. É um livro bastante útil para empresas físicas que têm pelo menos 5 funcionários trabalhando diretamente com atendimento ao cliente. Michael foca justamente em mostrar como a Disney trata seus convidados. Por que as pessoas saem dos parques tão felizes? Por que algumas delas contam as experiências que tiveram por meses, às vezes por anos? Conhecer tudo isso significa entender os mínimos detalhes que fazem de uma empresa um lugar mágico. E para quem está começando? Minha impressão é que, de uma forma geral, o livro não é bacana para startups, principalmente aquelas voltadas para o mundo digital. Só que nenhum livro deixa de ensinar pelo menos alguma coisa interessante, mesmo que o leitor não viva necessariamente no mundo descrito pelo autor. Por esse ponto de vista, de todo modo alguma coisa interessante e até útil você aprende com o jeito Disney. Uma viagem já valeu a pena se alguma experiência incrível já saiu de lá. Em termos gerais, a leitura é muito válida, mas não obrigatória – a não ser que você tenha um pequeno comércio e deseja criar um branding multinível em sua empresa, com atendimento sinistramente bom ao seu cliente 🙂

2. Produtividade para Quem Quer Tempo

de Gerônimo Theml

Eu decidi colocar este livro em meu mês de maio por um simples motivo: meus bons amigos empreendedores Jéssica e Elyesley me indicaram. E não foi uma indicação qualquer. Eles disseram: o Gerônimo entrega MUITO nesse livro! E é verdade. O Gerônimo, para quem não sabe, é do clube de servidores públicos que pediram para sair, com o objetivo simples de viver a própria mensagem. Ele possui um treinamento específico de produtividade, e ainda assim entregou bastante conteúdo nesse livro. Eu mesma tenho minhas ótimas manobras para ser produtiva, mas sempre há algo bom e novo para ser aprendido, ou simplesmente algo que você já viu em algum momento da vida, mas conseguiu enxergar de modo diferente. No caso do livro do Gerônimo, vi um assunto em especial diferente e um assunto que consegui enxergar com outros olhos, em especial, que me fizeram alterar duas coisinhas em minha produtividade, nesses últimos dias. O primeiro assunto: definir mensagens no celular, durante o dia, fazendo a seguinte pergunta: “Carol, nesse momento, você está se ocupando ou produzindo?”. A diferença é melhor explicada no livro, é claro, mas a verdade é que nós nos ocupamos com atividades bobinhas demais (como uma entrada sem querer nas redes sociais). Receber uma bronca de você mesma no meio de uma bobeira dessas é poderoso para caramba, brother. O segundo assunto: fazer suas atividades em blocos de assuntos. O Gerônimo diz o seguinte: junte tudo o que você faz durante a semana (anote cada uma de suas atividades); depois de tudo anotado, organize por blocos de assuntos. No lugar de fazer tudo aleatoriamente, faça POR blocos de assuntos. Eu já tinha visto essa estratégia no livro do Tim Ferriss, mas com a ferramenta DRD que o Gerônimo explica no livro fica muito mais palpável essa dica.

3. O Pequeno Príncipe

de Antoine de Saint-Exupéry

A bem da verdade, eu já tinha lido boa parte desse livro anos atrás, mas não me lembrava exatamente em que ponto eu tinha parado (e, convenhamos, eu era outra pessoa). Sobre o livro… fofoooo! Livro fofo. Não é só pelo Pequeno Príncipe, mas também por algumas das personagens que surgem na história. É um meio todo inocente de mostrar como a maioria dos adultos é adulto demais. Foi legal, também, ter visto ao vivo e em cores o contexto daquela citação clássica: “você é eternamente responsável por aquilo que cativa”. O livro é uma ranhura. Li em trinta minutos. Decidi, dessa vez, não ler críticas, resumos, resenhas nem nada do tipo, para ter minha própria opinião. Sei que, como é uma obra mega conhecida, já deve ter surgido nesse mundo estudos e estudos acerca d’O Pequeno. Eu só não quero estragar a intimidade que tive com esse livro, em especial, vendo o que os outros já falaram sobre ele. É um livro fofo, autêntico, delicioso. E isso, por agora, é suficiente para mim 😉

4. Antes de Partir

de Bronnie Ware

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Imagine se você fosse ao médico e ele de repente colasse uma etiqueta em seu corpo: a essa pessoa lhe restam 10 dias de vida. Você teria algum arrependimento a compartilhar? Em Antes de Partir, Bronnie Ware conta sua experiência como cuidadora de pacientes terminais, e divide com o leitor aqueles que seriam os arrependimentos mais comuns de quem está cara a cara com a morte. O que mais me chamou atenção nesse livro foi o arrependimento número UM dos pacientes: desejaria ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim mesma, não a vida que os outros esperavam de mim. Por ter me sentido assim durante muito tempo, eu sinto extrema gratidão por ter podido ler as palavras de Bronnie neste livro. Elas me ajudaram a ter ainda mais coragem para tomar uma grande decisão em minha vida! Alguns dos trechos de que mais gostei: Eu teria que trabalhar com o coração, pois trabalhar apenas com o intelecto já havia me deixado vazia e insatisfeita demais. Depois de mais de doze horas em coma profundo, Stella abriu seus olhos e sorriu para alguma coisa em direção ao teto. As crianças são mais felizes passando mais tempo com seus pais do que possuindo mais brinquedos. A verdade aproxima as pessoas. É uma pena que ser quem você realmente é exija tanta coragem. (…) raiva dirigida a alguém é apenas expectativa frustrada. “Joy” significa alegria.


Junho de 2017


1. Comece pelo Mais Difícil

de Brian Tracy

Esse é um livro curtinho – e, como diz Vinhas, meu mentor que o indicou, é realmente importante ler um livro curto e poderoso quando surgem eventos imprevistos. Junho é o meu mês preferido do ano, porque é o mês de festas juninas, frio gostozinho e, principalmente, porque é o mês do meu aniversário. Esse ano, houve uma grande demanda de eventos internacionais em meu trabalho, por uma semana, durante o mês de junho. Como a preparação do evento é tão desafiadora quanto o evento em si, por duas semanas antes de tudo começar, o meu trabalho também se multiplicou. Isso significou sair da rotina de leitura e ter que deixar tudo para depois. Daí, quando retomei meus livros, precisava começar com um mais light, de preferência traduzido, para que eu pudesse voltar à velocidade anterior. Decidi retomar os estudos pela indicação do Vinhas, e foi uma ótima escolha. Comece pelo Mais Difícil é um título empolgante, cheio de dicas diretas, sobre produtividade. Uma das mais legais estava relacionada ao crescimento na carreira: o mundo não para, então você nunca deve ficar desatualizado. Leia durante 30 minutos por dia, pelo menos, algo sobre aquilo em que você quer se destacar. Enfim: é um livro ótimo, dá para ser terminado em 40 minutos, e muito bom para quem quer saber a essência da produtividade.

2. Todos de Pé para Perry Cook

de Leslie Connor

Eu gosto de livros sobre a infância, de um modo geral. E Perry Cook é fofinho. A autora escreve em primeira pessoa, no livro (pelo menos em boa parte dele), o que não é muuuuito do meu gosto, mas até que a leitura fluiu bem, aqui (creio que, justamente, porque são os pensamentos de um garotinho de 11 anos). Uma prisão de baixa segurança é o principal elemento do enredo dessa história, porque é justamente lá que Perry vive com a mãe, que é uma das residentes. A história realmente começa quando Perry é tirado do lugar que ele chama de casa por um promotor recém-chegado à pequena cidade Surprise. Apesar de ser um livro bacaninha, entretanto, eu não indicaria como uma leitura obrigatória, deliciosa, imperdível… é legal, é isso, mas é destinado a um público de leitura mais leve, apenas.

3. Small Giants: Companies That Choose to Be Great Instead of Big

de Bo Burlingham – não há versão do título em português, mas a tradução ficaria aproximadamente assim: Pequenas Gigantes: Empresas Que Escolheram Ser Ótimas, Ao Invés de Grandes

Imagine que você está olhando para um transmissor cardíaco que mostra a batida de um coração a cada 10 segundos! Ok, eu não sei se uma pessoa com frequência cardíaca assim estaria para morrer, nem sei se isso é possível, mas imagine só… Daí, você converte a parte que está sem batimento (aquela linha reta) em uma quantidade de palavras, e a parte que tem o pico de batida do coração em outra quantidade. Small Giants teria exatamente essa frequência! O livro é bem chato por muito tempo, até que BAM: aparece uma história legal. Eu vou ser sincera e dizer que demorei mais de uma semana para ler esse livro. Na realidade, comecei no mês passado e só terminei esse mês. Confesso, também, que li outros enquanto lutava para terminar as infindáveis 264 páginas da minha versão Kindle deste livro! Oh, céus. O livro tinha me chamado atenção pelo título (o que reafirma aquela máxima de que o título é IMPORTANTÍSSIMO em um livro), e foi por isso que ele entrou para minha lista. Ninguém me indicou, e eu nunca tinha ouvido falar dele até começar. Apesar de ter sido um livro mais chatinho, pesado, em muitas partes cansativo (até porque eu li em inglês, o que já não é suave para quem, como eu, não é 100% fluente), eu leria novamente. Como eu disse, o coração bateu alto em determinados momentos, e esses momentos valeram a pena. P. S.: o Bo sem dúvidas é incrível para escrever títulos! Veja só este: Finish Big: How Great Entrepreneurs Exit Their Companies on Top (ou seja… Finalize Grande: Como Ótimos Empreendedores Saem de Suas Empresas no Topo). O tema também parece muito interessante, não? 🙂

4. Roube Como Um Artista: 10 Dicas Sobre Criatividade

de Austin Kleon

Mais um livro curtinho no mês em que menos li, até agora. Isso não significa, entretanto, que irei sair de minha média semanal (ao contrário: estou acima da média!). Para eu entrar naquele universo do lugar-comum, rapidinho, vou dizer o seguinte: o que importa, entretanto, não é o tamanho do livro, mas a qualidade do conhecimento! (ooooh, que frase criativa…) Só que isso é sério mesmo. Eu sou uma pessoa extremamente criativa, mas isso não vem de berço, não. A verdade é que eu busco criatividade o tempo todo. Ela é como um tesouro: para ser encontrada e usufruída, você deve BUSCÁ-LA. A ideia central deste livro é a seguinte: todo artista rouba… nada é realmente novo; qualquer construção de um artista é simples resultado do que ele deixa entrar. Zéfini. Se você olhar o JOI, por exemplo, você verá que ele é o resultado de vários insights, várias lindas informações que de alguma forma estão espalhadas pelo mundo (em forma de conhecimento técnico, em forma de livros, em forma de filmes, em forma de cursos, workshops e mentorias das quais eu participo). É como uma mistura de tudo de bom que eu encontro nesse mundão. E o fato é que eu insisto em repassar isso para as outras pessoas. O mundo merece essa mistureba! É daí que vem a criatividade.

5. La Buena Suerte: Claves de la Prosperidad

de Álex Rovira e Fernando Trías de Bes – título em português: A Boa Sorte

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

YAY! Esse livro é um conto super legal que mostra a diferença entre a sorte (por si só) e a Boa Sorte (aquela que é feita por cada pessoa). A história começa quando Merlin lança um concurso para alguns cavaleiros: encontrar um trevo de quatro folhas (que dá sorte infinita) em uma floresta encantada. Dois dos cavaleiros decidem enfrentar essa busca: um espera a sorte chegar; outro corre atrás da sorte. O mais legal do livro são as lições que surgem no decorrer do conto. Já que esse foi o livro do mês para mim (com certa dor, porque gostei MUITO de outros livros em junho), vou fazer um pouco diferente. No lugar de dizer quais foram os trechos de que mais gostei, simplesmente vou reproduzir as liçõezinhas fofas do conto! SIMBA (tradução nossa):

  1. A sorte não dura demasiado tempo, porque não depende de você. A Boa Sorte é criada, por isso dura sempre.
  2. Muitos são os que querem ter Boa Sorte, mas poucos são os que decidem ir atrás dela.
  3. Se agora você não tem Boa Sorte, talvez seja porque as circunstâncias são as de sempre. Para que a Boa Sorte chegue, é conveniente criar novas circunstâncias.
  4. Preparar circunstâncias para a Bo Sorte não significa buscar somente o próprio benefício. Criar circunstâncias para que outras também ganhem atrai a Boa Sorte.
  5. Se você “deixa para amanhã” a preparação das circunstâncias, a Boa Sorte talvez nunca chegue. Criar circunstâncias requer dar um primeiro passo. Dê hoje!
  6. Ainda que as circunstâncias pareçam ser as necessárias, às vezes a Boa Sorte não chega. Busque nos pequenos detalhes circunstâncias aparentemente desnecessárias… mas imprescindíveis.
  7. Àqueles que só acreditam no azar, criar circunstâncias lhes parece absurdo. Aos que se dedicam a criar circunstâncias, não lhes preocupa o azar.
  8. Ninguém pode vender sorte. A Boa Sorte não se vende. Desconfie dos vendedores de sorte.
  9. Quando já tiver criado todas as circunstâncias, tenha paciência, não abandone. Para que a Boa Sorte chegue, confie.
  10. Criar Boa Sorte é preparar as circunstâncias à oportunidade. A oportunidade, entretanto, não é questão de sorte ou azar: sempre está aí! …portanto: criar Boa Sorte unicamente consiste em… criar circunstâncias!

Em determinado momento do livro, uma das personagens diz que há mais uma regra sobre A Boa Sorte: mais cedo ou mais tarde, se você procurar direitinho, as lições dela chegam até você. Bem, eu não sei se isso é totalmente verdade, mas uma coisa é fato: chegou até mim por meio de minha professora de espanhol e, agora, consegui repassar para você! Olha só que Boa Sorte.


Julho de 2017


1. Jogador Nº 1

de Ernest Cline

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Simplesmente o melhor livro de ficção que li nos últimos tempos! Meus planos eram ler Dom Casmurro, mas, como tenho a versão dessa obra do Machadão em livro impresso, não pude levar o livro para Florianópolis (férias de julho) comigo. Pensei, nesse caso, em levar só meu Kindle básico, com todos os livros mais legais do mundo. E então eu decidi começar o’ Jogador Nº 1 e tive a grata surpresa de AMAR o livro para sempre e sempre. O autor (Ernest Cline) escreve bem DEMAIS da conta – inclusive, falou um pouco sobre isso nos agradecimentos. Aliás, aqui cabe uma observação importante (#FicaDica para escritores de plantão): LEIA os prefácios, prólogos e agradecimentos dos livros. Sempre há muito o que se aprender nesses textos que geralmente são pulados pela galera. Se você quer espalhar sua mensagem por aí usando a escrita, esse é um exercício importante e gostoso. Ônquei, mas e aí? E o livro? Jogador Nº 1 tem um enredo inusitado de ensaio sobre um futuro não tão distante que seria como uma Matrix: as pessoas vivem muito mais no mundo fictício de um jogo do que no mundo real e caótico de uma Terra que vive em escassez. Quê? Ahn? É o seguinte: na história do livro, um gênio da programação viciado em cultura pop dos anos 1980 cria um jogo chamado Oasis, lançado em 2012. O jogo passa a ser uma espécie de segunda vida dos seres humanos, que vivem nos Estados Unidos em uma situação paupérrima e não querem enfrentar a realidade do planeta caótico. O tal gênio (James Halliday), entretanto, morre, e deixa seu jogo, sua empresa e sua fortuna de centenas de bilhões de dólares como herança para quem conseguir encontrar um Easter Egg dentro do Oasis. Easter Egg, para os jogadores de plantão, é um pedaço de programação escondido dentro dos jogos, geralmente colocado dentro de alguma aventura por pura e simples diversão do criador do jogo. O mais legal do livro é que ele lida com o futuro e a tecnologia em correlação extrema com um senso de nostalgia. Não que nostalgia seja o melhor e mais revigorante sentimento do mundo. Eu, pessoalmente, acredito que a nostalgia seja um mercado como qualquer outro, só que sempre em extinção. Quer um exemplo claro? O meu time de futebol, Botafogo, vive de nostalgia. Nós nunca mais seremos o melhor time do Brasil, isso, para mim, é um fato – mas eu continuo torcendo mesmo assim! Coisa louca… Bem… feita essa observação quase-que-nada-a-ver no meio do texto, fato é que o enredo do livro do Sr. Cline é uma delícia para a parte nerd geek delicinha que sempre vive dentro de todos nós. A história toda começa com a morte de Halliday e com um enigma que ele deixa para todos os que querem entrar na competição pelos bilhões de dólares. O protagonista, como logo percebemos, é o Wade Watts, um dos milhares de adolescentes que buscam o prêmio final da herança. Eu dei a pitadinha do livro, apenas! Muita coisa boa está ali dentro daquelas páginas. Aqui vão alguns dos trechos de que mais gostei:

Minha mãe, certa vez, disse que meu pai havia me dado um nome com aliteração, Wade Watts, porque acreditava parecer a identidade secreta de um super-herói, como Peter Parker ou Clark Kent.

No dia em que a Caça começou, no dia em que decidi me tornar um caça-ovo, renomeei meu avatar de Parzival, por causa do cavaleiro da lenda de Arthur, o descobridor do Santo Graal.

Naquela escola, as únicas armas efetivas eram as palavras, por isso eu me tornei versado em empunhá-las.

Quando o assunto era a minha pesquisa, eu nunca tomava atalhos ou simplificava as coisas. Nos últimos cinco anos, eu havia me ocupado de ler a lista inteira de recomendações dos caça-ovos. Douglas Adams. Kurt Vonnegut. Neal Stephenson. Richard K. Morgan. Stephen King. Orson Scott Card. Terry Pratchett. Terry Brooks. Bester, Bradbury, Haldeman, Heinlein, Tolkien, Vance, Gibson, Gaiman, Sterling, Moorcock, Scalzi, Zelazny. Li todos os livros de cada um dos autores preferidos de Halliday.

Toda escola pública do OASIS tinha um monte de times de esportes diferentes, incluindo luta, futebol, futebol americano, beisebol, vôlei e alguns outros esportes que não podiam ser praticados no mundo real, como quadribol e pega bandeira de gravidade zero.

Na verdade, foi ela quem deu a ele o apelido ‘Anorak’, um termo da gíria britânica que significa um geek obcecado.

O legal é degustar o livro e não se cobrar demais. Eu não sou geek obcecada, mas gosto da cultura geek e dos nerds hipster como um todo. É, simplesmente, gostoso ler esse livro. Fazia tempo que eu não me divertia TANTO lendo alguma coisa. Acho que às vezes nós nos levamos a sério demais e esquecemos de simplesmente nos divertir, então foi bacana reviver algo assim com Jogador Nº 1.

2. Tribos – Nós Precisamos que Você nos Lidere

de Seth Godin

Esse livro eu li por indicação do Victor Damásio e da Jéssica Cruz, dois líderes de tribos distintas e fantásticas (para quem não os conhece, o Victor lidera uma galera no marketing digital – mas, como ele mesmo diz, o que ele faz é muito mais desenvolvimento pessoal – e a Jéssica lidera uma tribo de garotas saudáveis, usando como ferramenta a nutrição sem prescrição). Eu prorroguei bastante a leitura desse livro, porque achava que ele não seria tão bom. Quebrei a cara e fiquei muito feliz por isso! Até eu terminar essa leitura, o Seth Godin era, para mim, só um americano careca qualquer que fez sucesso vendendo uma startup a uma gigante da tecnologia. Hoje, ele é um dos caras que mais me ensinaram sobre liderança em um livro facílimo de ser lido. A mensagem central de Tribos é muito simples: as pessoas precisam que você as lidere. E a partir daí o Seth destrincha toda a mensagem em um tom de destruição do statuos quo e das regras pré-definidas, porque ele sabe muito bem que nesse mundo ninguém sabe realmente nada. Esse é o tipo de livro ao qual sempre vou voltar como objeto de pesquisa. Nos meus livros, eu faço inúmeras anotações, e com esse não foi diferente. Importante, mesmo, é revisar essas anotações e redescobrir a mensagem.

3. Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo

de Elizabeth Gilbert

Eu sempre pensei que o primeiro livro que leria da Liz seria Comer, Rezar, Amar. Eu vi o filme e gostei bastante, apesar do mimimi da crítica, e acredito que o original da Elizabeth é ainda melhor. Concordo com quase tudo o que a Liz fala. Digo quase tudo porque algumas partes são meio caídas (quando ela diz, por exemplo, que viver de criatividade somente não rola, a não ser que você lance um bestseller sem querer, como ela fez). Acredito que dá para viver de criatividade, sim, sem precisar ser, necessariamente, famoso. Tirando essa pequena ressalva, para mim, a Grande Magia é uma leitura divertida e passa esse lado gostoso da criatividade: de relembrar que deve ser feita por diversão, também. Estou muito feliz com os livros de julho. Todos foram interessantes e me ensinaram (ou me fizeram relembrar) alguma coisa interessante. Espero que o mês continue assim :}

4. Os segredos da mente milionária

de T. Harv Eker

Essa aqui foi, na realidade, uma conclusão de leitura! Há alguns livros que deixei para depois, muito tempo atrás. A verdade é que eu me ocupava demais e nunca realmente voltava a meus livros. Um dele é o Segredos, do T. Harv: um clássico sobre finanças, comparável, talvez, somente com o Pai Rico, Pai Pobre. Faltavam pouco mais de 20 páginas para eu concluir este livro, mas essas páginas ficaram paradas por mais de um ano. Retomei e revi a genialidade por trás das palavras do Sr. Eker. Ele transformou os seminários que fazia em um livro, e o livro em um legado mundial. Só no Brasil, país de pouquíssimos leitores, o número foi de 850 mil livros vendidos. Se você um dia quer lançar um bestseller de nicho, é obrigação sua ler bestsellers de nicho (ou pedir para que seu editor faça isso por você, se for o caso). É claro que Eker foi atrás de uma grande empresa editorial para ajudá-lo a construir esse legado, mas o conteúdo do livro não é só envolvente para quem quer saber mais de finanças: é mega didático. O (talvez) melhor aprendizado sobre finanças que obtive com o livro foi: pessoas com mentalidade pobre conversam sobre quanto ganham; pessoas com mentalidade rica conversam sobre como estão seus patrimônios líquidos. Vejo milhares de servidores públicos (e eu dou esse exemplo porque sempre tive muito contato com eles) com remunerações consideradas altíssimas, a nível de Brasil, mas com um patrimônio líquido fraquíssimo. Com a dica do livro, eu anotarei, mês a mês, meu patrimônio líquido. Só assim realmente verei se ele está crescendo ou não. Fica a dica para que você também faça isso 🙂


Agosto de 2017


1. Dom Casmurro

de Machado de Assis

Minha ideia é de ler alguns clássicos, nessa vida, e então, como há muito tempo eu não fazia isso, decidi retomar a literatura brasileira com Machadão. CUIDADO: SPOILERS

O livro é muito engraçado, e também trágico. O narrador fala com o leitor toda hora, pede desculpas, é embirrado que só ele, tem certeza de uma traição incerta e acaba com a vida e o casamento por isso. Que bom, né não, porque, do contrário, Dom Casmurro seria um romancezinho sem sal.
Achei legal e, provavelmente, até voltaria a ler mais algum do Chadão este ano. Quem sabe?

2. So Good They Can’t Ignore You

de Cal Newport – não há versão do título em português, mas a tradução ficaria aproximadamente assim: Tão bom que eles não podem te ignorar

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Imagino o cara tendo a ideia de fazer um livro que simplesmente não concorda com a Hipótese da Paixão no que diz respeito à carreira: ou seja, que simplesmente não aceita que devamos ir pelo caminho da paixão no momento de escolher o que fazer da vida. Um cara que escreve um livro sobre esse assunto e vira bestseller tem que ter cunhões, irmão. Isso porque nosso mundo está cheio dessas frases comuns… siga seu coração… saia do emprego que você odeia… faça como eu falo… A verdade exposta por Cal é de que não devemos seguir esses falsos empoderadores, e ele começa o livro justamente exemplificando algo assim: um rapaz que trabalhava no banco sai para ser monge e fica em prantos por ter odiado a vida de monge. É o tipo de ideia sem verificação, da qual sempre trato aqui no JOI. Cal simplesmente vai por outro caminho: não fique obcecado em descobrir seu verdadeiro chamado; ao invés disso, fique muito bom em raras e valiosas habilidades.   Alguns dos trechos de que mais gostei (minha tradução):

Quando se trata de criar um trabalho que você ama, seguir sua paixão não é um conselho particularmente útil.

As coisas que fazem um ótimo trabalho ser ótimo, eu descobri, são raras e valiosas. Se você quer essas coisas em sua vida profissional, você precisa dar de volta algo raro e valioso.

Faça o que Steve Jobs fez, não faça o que ele disse.

(…) quanto mais experiência uma assistente tinha, mais propensa a amar o próprio trabalho ela estava.

Paixão é apenas um efeito da maestria.

Deixe-me ser claro: eu realmente não estou nem aí se Jordan Tice ama o que faz. Aqui está o que me interessa sobre Jordan: como ele aborda o próprio trabalho em um modo cotidiano.

Traços que identificam um ótimo trabalho: criatividade; impacto; e controle.

Isso explica por que Jordan me deixou comendo poeira. Eu jogava. Mas ele praticava.

É um acúmulo na vida de prática deliberada que uma vez e mais uma acabam explicando a excelência.

3. O Obstáculo é o Caminho

de Ryan Holiday

Ryan Holiday escreveu esse livro influenciado por gerações estóicas anteriores a ele, e fica claro pela leitura que o principal mentor histórico de Ryan é o imperador e filósofo romano Marco Aurélio. A ideia do livro é a de que os caminhos que devemos percorrer não são cheios de obstáculos: os obstáculos encontrados é que são o caminho. O básico sobre o estoicismo é entender que a vida se traduz em encarar os contratempos e aceitar o que não se pode mudar individualmente.

Eu sempre usei uma capinha simples em todos os iPhones que já tive. Quando comprei a versão 6s, decidi acrescentar uma película de vidro para proteger melhor meu novo celular. Certo dia, depois de uma festa em família, eu estava voltando para casa com um amigo e decidi escolher uma música para ouvirmos no som do carro. Peguei o celular de um dos recipientes de garrafas do carro e escolhi a música. No momento de devolver o aparelho para o recipiente, ele escorregou de minha mão e bateu no console do carro. Meu amigo pegou o celular e me disse que a tela havia rachado.

– Mentira – eu disse, desconfiada.

– É sério.

– Foi só a película?

– Não! Rachou o canto da tela.

– Ah… – retruquei – tudo bem, então! Depois eu levo à lojinha no Terraço.

Mais tarde, levei o aparelho a uma autorizada da Apple para reparar o dano. Chegando à casa, vejo uma mensagem do amigo que tinha me dado a notícia: “conseguiu arrumar o celular?”. Eu respondi que não. O rapaz da autorizada olhou de um lado ao outro do aparelho e concluiu que aquela pequena rachadura na tela implicava enviar o aparelho para a Apple e pedir outro, pelo preço de R$ 1.800,00. Eu decidi manter a rachadura na tela até que pudesse repará-la em uma viagem que eu faria em três meses à Europa. Lá, na loja oficial da Apple eles trocariam a tela por 180 euros. “Caramba” – meu amigo falou – “você deve estar com muita raiva”. “Não estou…” – respondi – “o que eu podia fazer já fiz… agora é só esperar”.

Esse é um caso clássico de estoicismo. As pessoas tomariam decisões precipitadas em uma situação assim: aceitariam a oferta de R$ 1.800,00 por um aparelho novo (o meu estava com pouco mais de uma semana de uso), iriam a lugares não autorizados e acabariam perdendo a garantia. De acordo com Holiday, os obstáculos que surgem em nossas vidas (sejam eles cotidianos ou não) definem nossos resultados. “Primeiro, você não entra em pânico, conserva sua energia” – diz o autor. “Não faz nenhuma besteira como se sufocar ao agir sem pensar”. Esse livro é filosofia pura e empolga qualquer pessoa que queira uma jornada instigante e criativa. Depois dessa leitura, entretanto, você vai querer saber mais sobre estoicismo… eu mesma já coloquei dois livros a mais em minha lista por conta disso: Meditações, de Marco Aurélio, e Aprendendo a Viver, de Sêneca. É possível que muito em breve você veja esses títulos por aqui!

4. Sprint – O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias

de Jake Knapp com John Zeratsky e Braden Kowitz

Eu entendo que a maior parte dos visitantes do JOI têm ideias sensacionais de como melhorar pelo menos um pouquinho o mundo (e a si mesmos), só que, apesar dessas ótimas ideias, a ação não fala mais alto, e os projetos dessas pessoas acabam sendo engavetados por falta de clareza. Essa é justamente uma das razões porque eu me dediquei a montar um treinamento sobre conclusão de projetos com o modelo da Fábrica de Concluidores, e também é uma das razões porque eu li Sprint. A minha vontade era justamente entender qual era o modelo de gestão de grandes projetos da Google, e a simplicidade do Sprint (mesmo que ele seja um método que exige bastante de uma boa equipe de trabalho) é incrível, porque ela isola problemas como tomada de decisão, prototipação e testes, além de mapeamento e geração de ideias, que começam o modelo de muitas das startups no Vale do Silício. O que acho mais interessante nesse tipo de conteúdo é que as pessoas o ignoram. Não seguem quem prospera e preferem ficar batendo a cabeça e reinventado referências que não funcionam há muito tempo. Não é a primeira vez que digo isto no JOI: siga o que está dando certo, mas faça isso de maneira criativa. Realizar um Sprint é um modo de fazer isso. E eu não fiquei só na leitura! Mesmo sem equipe, testei alguns dos conceitos essenciais do Sprint e consegui criar modelos de conteúdo que me animaram bastante e me tornaram mais rápida. #FicaDica

5. Sobre a Escrita

de Stephen King

Esse é o escritor de À Espera de Um Milagre, 1408, A Coisa e tantos outros romances de suspense e terror que furtaram, em um bom sentido, as horas de muitas pessoas com as milhares de páginas escritas palavra por palavra – mas Stephen King não quer saber de compartilhar um conteúdo sobre a escrita somente porque ele vendeu um bocadão de livros: ele quer mostrar que é possível deixar de ser um romancista mediano. O ritmo do livro se altera em três momentos distintos, começando por uma breve auto-biografia, passando por estilo literário e concluindo com a prática de sua melhor técnica: para ser um bom escritor, você deve ler muito e escrever muito.


Setembro de 2017


1. Hable como en TED: nueve secretos para comunicar utilizados por los mejores

de Carmine Gallo

Nesse mundo, ou você acredita só em acasos e perde ou você parte para a luta e ganha. Quando eu olho o sucesso das palestras TED, consigo ver claramente o seguinte: ele não aconteceu por um acaso do destino. Carmine Gallo é um escritor norteamericano apaixonado pelo jeito TED de realizar apresentações. Nesse livro, ele ensina as principais técnicas para palestrar. Ele nos presenteia com conselhos pontuais sobre como falar em público e ficar para a história com discursos convincentes, argumentativos e poderosos. Os principais pontos que peguei, no livro, sobre apresentações:

  • treine bastante sua palestra (coisa de 20, 30 vezes!);
  • conte histórias não corriqueiras;
  • traga informações que vão deixar as pessoas de queixo caído;
  • tenha um apoio visual;
  • não use slides com muitos textos;
  • faça apresentações de 18 minutos ou menos.

É um livro bacana. Eu também gostei de algumas das apresentações TED que o autor indica, tais como:

2. O Lado Difícil das Situações Difíceis

de Ben Horowitz

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

O livro começou chatíssimo, como um monólogo sem fim, até que eu percebi que, na verdade, era muito bom. O autor foi (e ainda é) diretor executivo de startups de tecnologia que chegaram à beira da falência. Esse é um excelente livro de gestão de grandes equipes e empresas. Não é necessariamente para empresas pichuchucas ou eupresas (como a minha), mas ainda assim ajuda a lidar com as situações difíceis que vão surgindo ao longo do nosso caminho. Alguns dos trechos de que mais gostei:

Este é o lado difícil das situações difíceis: não há fórmulas para lidar com elas. Apesar disso, muitos conselhos e experiências podem ajudar nessas situações.

Essa experiência também me ensinou a nunca julgar as coisas superficialmente. Enquanto não nos esforçamos para conhecer algo ou alguém de modo mais profundo, não conhecemos nada. Não existem atalhos para o conhecimento, em especial para aquele que vem da experiência pessoal. Seguir as fórmulas convencionais e fazer uso de atalhos pode ser pior do que não saber absolutamente nada. Horowitz, Ben. O lado difícil das situações difíceis: Como construir um negócio quando não existem respostas prontas.

A liderança é a capacidade de fazer alguém seguir você, mesmo que por simples curiosidade.

Naquela época, aprendi a regra mais importante para levantar dinheiro de investidores privados: procure um mercado de uma só pessoa. Basta que um único investidor diga “sim”.

Se você tem de engolir um sapo, engula inteiro, de uma só vez.

Nota para mim mesmo: sempre vale a pena perguntar: “O que não estou fazendo?”

Eu havia contratado os melhores profissionais e passado por todas as etapas da construção de uma empresa: fundação, abertura do capital e venda.

Eu tinha aprendido uma importante lição: o diretor executivo de uma startup não deve confiar em probabilidades.

O grupo será exímio em identificar os pontos fracos dos candidatos, mas não dará atenção suficiente àquelas áreas em que é necessário que eles tenham desempenho de primeira linha. Em decorrência, a empresa contratará um executivo sem nenhum ponto fraco evidente, mas medíocre em aspectos nos quais deveria ser grande.

Use expressões como “decidi” em lugar de “eu acho” ou “eu gostaria de”.

Seu objetivo não deve ser suavizar as coisas, mas sim ser honesto, claro e direto.

Se você fugir na hora em que deveria estar lutando, pergunte-se: “Se nossa empresa não é boa o suficiente para ganhar, para que ela existe?”

Quando as coisas dão errado em sua empresa, ninguém está nem aí.

Cuide das pessoas, dos produtos e dos lucros – nesta ordem.

Meu trabalho consistia sobretudo em enfrentar as situações que surgiam.

Apesar de muitas pessoas estarem envolvidas no processo, a decisão final deve ser solitária.

Administrar com base em números é como pintar num livro para colorir.

Administrar exclusivamente com base em números é como pintar um livro infantil para colorir, é algo que só os amadores fazem.

O que seria do Facebook se Zuckerberg o tivesse fundado há uma semana? Na Netscape, abrimos o capital com quinze meses de existência. Se tivéssemos começado seis meses depois, teríamos chegado atrasados a um mercado onde outras 37 empresas já desenvolviam navegadores.

As regalias são boas, porém não fazem uma cultura.

São escolhas como essas que distinguem as pessoas adultas das crianças. Uma dica aos aspirantes a empreendedores: se você não quer escolher entre o horrível e o cataclísmico, não se torne diretor executivo.

Sempre existem mil coisas que podem dar errado e fazer afundar o navio. Se você olhar demais para elas, vai enlouquecer e, provavelmente, afundar a empresa.

Às vezes pergunto aos meus filhos: qual é a diferença entre amarelar e ter coragem? Qual é a diferença entre ser um herói e ser um covarde? Não há diferença, exceto o que fazem. Os dois sentem a mesma coisa.

Costumo dizer, de brincadeira, que sou mais bem-visto como diretor executivo hoje do que quando era diretor executivo para valer.

3. A História Secreta da Mulher Maravilha

de Jill Lepore

O fenômeno que aconteceu com este livro foi o oposto do anterior: eu comecei gostando e terminei à força. É um livro que deveria ser sobre a criação da Mulher Maravilha, só que metade dele era mais sobre o criador e seu questionável senso de feminismo. Uma ou outra parte do livro foram maaais ou menos interessantes, mas, no total, achei muito chatinho. O que gostei bastante foi saber que a inspiração da Mulher Maravilha não veio por conta da Segunda Guerra (como foi o caso do Capitão América). Achei muito chato a autora vender que a vida do criador da MM foi cheia de mentiras e conspirações quando, na verdade, não havia nada demais. Tirando as poucas boas partes do livro, eu realmente não consegui ficar interessada nos mimimis do criador da Mulher Maravilha, nem nos mimimis da família dele. Ainda bem que o meu próximo livro é A Dança dos Dragões.

4. Girlboss

de Sophia Amoruso

Peguei esse livro por indicação de uma amiga e achava que seria uma história de ficção. Com umas 3 páginas lidas, pensei: uai! Isso parece história de verdade! E é. É a história de como Sophia Amoruso passou de hipster underground pivete americana a uma das maiores CEOs dos Estados Unidos. E não foi por acaso (nada é). Hoje, 7 anos depois de começar com $ 50 no site de compras Ebay, ela comanda a loja online de roupas Nasty Gal, que vale alguns bilhões de dólares. É um livro fácil de ser lido e super atual. Mostra como as coisas mudaram. Ainda bem. 🙂


Outubro de 2017


1. O Poder dos Inquietos

de Chris Guillebeau

Pelo que entendi, foi o primeiro livro de Chris. Já li outros dele e percebi que esse é um pouco mais fraquinho – sem contar que, ao que parece, ele ainda não tinha viajado todos os países do mundo, quando esse livro foi publicado. Achei interessante, entretanto, ver o Chris nessa fase da vida: ele já não era totalmente anônimo (escrevia para vários sites grandes), mas também não fazia esse sucesso tremendo que faz hoje. Mesmo que o livro seja mais fraquinho, ainda é legal. Segue o padrão de escrita do autor: histórias de outras pessoas misturadas ao conhecimento que ele ia adquirindo ao longo do tempo. Marketing, minimalismo e liberdade são os temas do livro.

2. O Sol É para Todos

de Harper Lee

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

O livro do mês foi o romance que conta a história de um julgamento de um negro segundo as memórias de uma garotinha. Em meados dos anos 1930, a menina vivia com o pai e o irmão em uma pequena cidade dos Estados Unidos. É um livro vencedor de Pulitzer, que aborda temas como discriminação racial, gênero e intolerância. Gosto bastante de livros que enfatizam o ponto de vista de uma criança acerca de problemas que o mundo adulto costuma levantar. Por isso, nos trechos destacados, você vai ver uma ou outra fala da personagem principal que eu considerei engraçadas e inocentes. Alguns dos trechos de que mais gostei:

Quando passava por nós, olhávamos para o chão e dizíamos: — Bom dia, senhor. E ele, em resposta, tossia.

Atticus disse que quem tinha diploma estava pobre porque quem vivia da terra também estava.

Ela estava furiosa e quando ficava assim, a gramática ia para o brejo.

Aqueles eram nossos primeiros dias de liberdade e já estávamos cansados.

— Quer levar para casa uma fatia de bolo que acabou de sair do forno? – Eu queria muito.

Jem parecia tão abatido que não tive coragem de dizer que eu tinha avisado.

(…) tinha todo o direito de ficar, sem ser incomodado por crianças intrometidas, o que era uma maneira gentil de se referir a pestes como nós.

Mas Jem argumentou que os egípcios tinham feito muito mais coisa do que os americanos, inventaram o papel higiênico e a arte de embalsamar, e onde estaríamos hoje sem isso?

— Vai ver que fica lá na varanda olhando para nós, e não para a srta. Stephanie. Era o que eu faria, se fosse ele

Você não quer crescer e ser uma moça educada? Eu disse que não queria muito.

Querida, não se importe de ser chamada de algo que as pessoas acham que é um insulto.

Jem ficou meio indeciso em relação à ética de ficar com o dinheiro da esmola, mas sua cortesia natural foi mais forte e ele guardou a moeda no bolso. Fiz o mesmo, sem nenhum problema de consciência.

Respondi que achava muito bom, o que era mentira, mas às vezes precisamos mentir em determinadas circunstâncias, especialmente quando não podemos fazer nada.

— Deus Todo Poderoso! — exclamou Jem, com todo o respeito.

— Ai, meu Deus, acho que fica feio fazer de conta que não vimos as duas — murmurou Jem.

Mas logo fiquei sabendo que meus serviços tinham sido solicitados no palco. A sra. Grace Merriweather concebeu um desfile intitulado Condado de Maycomb: ad astra per aspera, no qual eu faria o papel de presunto.

Enquanto ia para casa, pensei que Jem e eu íamos crescer mas não tínhamos mais muita coisa para aprender, a não ser, talvez, álgebra.

3. Contágio

de Jonah Berger

Por que os conteúdos se tornam virais? Ou, em outras palavras: por que as coisas pegam? Jonah traz essa e outras respostas relacionadas ao marketing do boca a boca nesse livro. Eu tive a impressão de que alguns dos detalhes que o Jonah ensina são relacionados à criatividade aplicada na hora certa. Nós todos somos criativos, quanto a isso, não há o que se negar, mas algumas criações vêm no momento oportuno – e daí é só saber aproveitar da viralização. Por outro lado, Jonah nos entrega alguns fatores que podem ser incríveis para o boca a boca, se utilizados na prática:

  1. Moeda social: as pessoas não compartilham as coisas por acaso… elas fazem isso porque querem se vender para as outras pessoas, de alguma maneira. Elas querem se posicionar em relação ao mundo em que vivem.
  2. Gatilhos: às vezes, uma coisa lembra a outra. Por exemplo: café me lembra chocolate. Então, por que não atrelar minha marca de chocolate ao momento de se tomar um cafezinho? A Kit Kat fez exatamente isso.
  3. Emoção: existem alguns tipos de emoção que funcionam melhor. Por exemplo: indignação funciona melhor do que tristeza.
  4. Público: olhe para as pessoas e veja como elas se comportam em relação à sua marca. O Steve Jobs, por exemplo, virou a marca da Apple nos Macbooks ao perceber que seus clientes iam aos cafés para trabalhar… quem via a marca o tempo inteiro não era o dono do computador, mas sim todas as outras pessoas que entravam no café.
  5. Valor prático: você encontrou alguma coisa criativa para relacionar à sua marca? Ótimo! Então, entenda se isso REALMENTE vai fazer a conexão que você deseja com a marca. Não adianta um vídeo seu virar viral se as pessoas não o conectarem à sua mensagem.

4. As 5 Linguagens do Amor

de Gary Chapman

Essencialmente, esse livro é para pessoas casadas. Então, por que diabos eu fui ler esse livro? Porque uma boa amiga me indicou a leitura e eu gostei da ideia do livro como um todo. No fim das contas, adorei o conteúdo e indico para quem quiser uma leitura tranquila sobre relacionamentos humanos como um todo. O livro trata das línguas (como idiomas) de cada pessoa em busca do afeto e amor. De acordo com Gary Chapman, essas são as 5 Linguagens do Amor:

  1. Palavras de afirmação
  2. Tempo de qualidade
  3. Presentes
  4. Atos de serviço
  5. Toque físico

O autor é especialista em aconselhamento conjugal e promove seminários sobre melhoria do casamento. Em outras palavras: ele sabe do que está falando. O bacana é saber identificar em si mesmo (e nas outras pessoas) qual das cinco é a linguagem do amor primária. Ao final do livro, o autor propõe um questionário como teste. No meu caso, por exemplo, minha linguagem primária do amor é tempo de qualidade, mas ficou bem pertinho de toque físico. Isso foi uma surpresa para mim, porque eu acreditava que atos de serviço ficariam em primeiro lugar! Haha!

5. Aprendendo a Viver

de Sêneca

Seguindo a tendência de estudar um pouco mais densamente o estoicismo, comecei por esse livro fácil de Sêneca. Na realidade, Aprendendo a Viver é uma obra com algumas das cartas que esse filósofo latino enviava a seu amigo Lucílio. Sêneca era conectado à mensagem de Epícuro e dos estóicos como um todo. Ele se posiciona em suas cartas a favor de renúncia de bens materiais e de entrega total à sabedoria. Alguns dos pontos sobre os quais Sêneca trata em seus textos:

  • da economia do tempo;
  • da brevidade da vida;
  • do encontrar a morte com alegria;
  • do senhor e do escravo;
  • das boas companhias;
  • da sabedoria e do recolhimento.

Uma das principais filosofias estóicas é a ideia de se viver o presente, e é talvez um dos pontos que mais me chamou atenção para pesquisar mais sobre o tema. Por isso, para finalizar esse breve resumo, deixo a seguinte frase de Sêneca:

Qualquer tempo que já passou pertence à morte.

6. Peanuts Completo – 1955 a 1956

de Charles M. Schulz

Eu fiquei em dúvida se colocaria ou não Peanuts na página de livros lidos. Afinal, é um compilado de tirinhas da Turma do Charlie Brown. Fato é que eu descobri que o site é meu, então meu site, minhas regras. Haha! Amei ler esse livro de histórias diárias e dominicais. Acho engraçado dizer “diárias e dominicais”, porque domingos também são dias. Ri sozinha quase todas as vezes em que pegava o livro. O Charlie Brown fala de vida e filosofia, então não tinha como eu não gostar. Um dos jargões mais legais é o do Linus (que é também meu peanut preferido): daqui a 500 anos, quem vai se importar com isso?


Novembro de 2017


1. Originais: Como os Inconformistas Mudam o Mundo

de Adam Grant

Comecei a ler esse livro meio cética, porque uma amiga havia dito que não era tão bom assim. Os conselhos dos amigos, em geral, são de grande valia, mas dessa vez o tiro saiu pela culatra. Eu sei que esse nome parece série de vampiro – Os Originais –, só que não é isso. O livro conta como pessoas comuns conseguem destruir o status quo e transformar conceitos antigos em novas ideias Queria ter lido antes. Não ganhou por muito pouco como livro do mês.

2. Side Hustle: From Idea to Income in 27 Days

de Chris Guillebeau – não há versão do título em português, mas a tradução ficaria aproximadamente assim: Bico Legalzão – da Ideia ao Lucro em 27 Dias

Estou em uma pesquisa intensa sobre lançamentos rápidos e testes. Nada mais justo do que ler um livro que trata de trabalhos feitos para ganhar um extra – termo conhecido nos Estados Unidos como “Side Hustle”, meigamente traduzido no Jornadas Incríveis como: Um Bico Legalzão. Dessa vez, o autor bestseller do New York Times Chris Guillebeau (A Startup de $ 100) traz histórias de pessoas que começaram rápido alguma ideia simples. Além de simples, essas ideias também têm mais duas características em comum: são rentáveis e podem ser realizadas enquanto você estiver trabalhando.

3. A Coragem de Ser Imperfeito

de Brené Brown

Esse livro trata de um dos meus temas preferidos: combate à timidez. O livro é meio oposto aos ensinamentos de Susan Cain em O Poder dos Quietos, porque trata a introspecção como algo a se evitar e a vulnerabilidade como um remédio para a vergonha.

A doutora Brené Brown e estudou por anos a fio a importância da exposição emocional nas vidas de homens e mulheres que passam por situações de dor e desconforto por viverem em uma verdadeira selva, que é o mundo da superinformação, de hoje.

Gosto de muitas sacadas que surgem no livro, mas vou deixar um trecho em especial de que gostei mais:

A caminhada de 20 minutos que eu faço é melhor do que a corrida de 4 quilômetros que eu não faço. O livro imperfeito que é publicado é melhor do que o livro perfeito que nunca sai do computador.

4. Desventuras em Série – Mau começo

de Lemony Snicket

No total, essa série possui 13 livros, mas, muitos anos atrás, quando os li, pulei os três primeiros. Fiz isso porque tinha acabado de ver o filme com Jim Carrey e achei que tudo bem não ler os livros relacionados àquele filme (justamente os três primeiros).

Bem, essa sou eu reparando esse grande erro! 🙂

Li, agora, o primeiro livro da série, e vou até o terceiro, para entender direitinho como os órfãos Baudelaire começaram suas desventuras.

 

Fiz algumas anotações legais no livro, dentre as quais:

  • os vilões são tipo O Coringa, do Batman;
  • Lemony (pseudônimo) compara Sunny com uma bota, e isso é engraçado;
  • adoro as “falas” de Sunny (tipo: gagá);
  • o autor é exagerado e por isso o amamos;
  • algumas frases são óbvias e engraçadas, do tipo: “Pocô! – isso foi Sunny quem disse”.

5. As 48 Leis do Poder

de Robert Greene e Joost Elffers

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Alguns livros eu leio em uma semana, outros vou lendo aos poucos (como é o caso desse livro).

Não que eu não tenha gostado: o caso é justamente o contrário. Foi um dos melhores livros de 2017!

O negócio é que o livro é gigante, cheio de histórias complexas e organizadas conforme cada lei. São fábulas, contos e prosas para contar por uma vida inteira.

Peguei para mim algumas leis preferidas: a 4ª, a 14ª, a 40ª e a 46ª. A 46ª, em especial, era uma lei que eu esperava pouco, no início, e veio muito. É uma das leis mais práticas.

Na verdade, todas as leis são válidas para o poder. Ignore-as e você estará ignorando regras básicas da humanidade, de reis, políticos, generais, diplomatas, religiosos, cortesãs, bandidos e charlatões.

Não rola colocar tudo o que achei de bom nesse livro, mas vou tentar selecionar algumas das melhores partes:

  • Pessoas poderosas impressionam e intimidam falando pouco. Quanto mais você fala, maior a probabilidade de dizer uma besteira. (4ª lei)
  • Imagem: O Oráculo de Delfos. Quando as pessoas consultavam o oráculo, a sacerdotisa pronunciava algumas palavras enigmáticas que pareciam muito importantes e significativas. Ninguém desobedecia às palavras do oráculo – elas tinham poder sobre a vida e a morte. (4ª lei)
  • Se você tem motivos para desconfiar de que uma pessoa está lhe mentindo, finja acreditar em tudo que ela diz. (…) Por outro lado, se você perceber que uma pessoa está tentando lhe esconder alguma coisa, mas com êxito apenas parcial, finja que não acredita. A sua oposição a fará revelar o restante da verdade. (14ª lei)
  • Não há situação em que se gaste dinheiro com mais proveito do que quando se é lesado; pois de um só golpe comprou-se a prudência. (40ª lei)
  • Parecer melhor do que os outros é sempre perigoso, mas o que é perigoso é parecer não ter falhas ou fraquezas. A inveja cria inimigos silenciosos. (46ª lei)
  • “De todos os distúrbios da alma, a inveja é a única que não se confessa” – Plutarco, c. 46-120 d.C. (46ª lei)

Dezembro de 2017


1. Desventuras em Série – A Sala dos Répteis

de Lemony Snicket (Daniel Handler)

A Sala dos Répteis (Livro 2) é a continuação da vida dos órfãos Baudelaire após os primeiros incidentes d’O Mau Começo. Nesse livro, há cobras peçonhentas, um acidente de carro e, claro, o retorno do antagonista do trio Violet, Klaus e Sunny: o Conde Olaf.

Para quem odeia spoilers, o autor joga uma bomba logo de cara: prometo a vocês que Sunny sobrevive a esse episódio. Quem vai morrer, infelizmente, é o Tio Monty, mas não agora. HAHA! O Terrível Senhor dos Spoilers, esse Lemony.

Algumas das minhas anotações no livro:

Peço muitas, mas muitas, muitas desculpas, por ter deixado vocês em suspenso desse jeito (…)

Sunny, é claro, ainda não havia nascido quatro anos antes, e ficou tentando lembrar-se de como era esse tipo de inexistência.

Aqui não tenho como deixar de usar o recurso já bastante batido do “enquanto isso”.

“Não se trata de um jogo, homem abominável”, disse o Sr. Poe. “Jogo é dominó, polo aquático…”.

Um dos motivos porque mais gosto dessas desventuras é o fato de que o Daniel/Lemony explica palavras normais (expressão que aqui significa habituais ou corriqueiras, como quando, habitualmente, o Conde Olaf aparece nos momentos mais inoportunos na vida dos Baudelaire). Viu só? Fiz como ele.

Vez ou outra, porém, ele joga uma palavra difícil e a explica também, como em: ficaram a sós com sua nêmesis (palavra que aqui significa “o pior inimigo que se possa imaginar”).

2. Desventuras em Série – O Lago das Sanguessugas

de Lemony Snicket (Daniel Handler)

Os livros do Lemony trazem essas situações ridículas que você fala: MAS ISSO É IMPOSSÍVEL. Bem, para os Baudelaire, meu caro, parece que tudo pode acontecer – coisas do tipo: barco a vela sendo guiado pelas crianças; sanguessugas loucas destruindo barcos porque alguém comeu uma banana; pessoas com medo de corretores imobiliários.

Percebi que esqueci de falar, nos outros resumos das Desventuras (esse será o último, aliás), sobre as dedicatórias dos livros. Todas elas são destinadas a Beatrice, o amor da vida de Lemony Snicket, que é um pseudônimo de Daniel Handler.

Lemony é uma personagem que conhecia os órfãos, e as dedicatórias a Beatrice (mãe dos Baudelaire) são do tipo: Meu amor por você viverá para sempre. Você não teve a mesma sorte., ou até: Para Beatrice – Querida, adorada, morta.

 

Com isso, finalizo meus resumos para Desventuras em Série. Há mais 10 livros, além desses três primeiros, que li há muitos, muitos anos, e agora retornei somente para ler os que ainda faltavam (os três primeiros). Espero encontrar mais livros bons assim no próximo ano 🙂

3. A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

de Mark Manson

✭✭✭✭✭ Livro Favorito do Mês

Esse é livro indicado pelo meu querido Rodrigo Vinhas. Como ele tem um bom gosto gigante para livros, fui na onda e pá: ganhei o livro preferido do mês.

O texto trata de desenvolvimento pessoal puro e simples, com alguns ingredientes específicos, como empreendedorismo, minimalismo, sexo e relacionamentos.

Vamos ver algumas das partes em que fiz anotações:

Temos tantas tralhas e tantas oportunidades que nem sabemos o que realmente importa.

O desejo de ter mais experiências positivas é, em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiência negativa é, em si, uma experiência positiva.

A vida em si já é uma forma de sofrimento. Os ricos sofrem por serem ricos. Os pobres sofrem por serem pobres.

Os problemas nunca acabam; eles apenas são substituídos e/ou atualizados. A felicidade está em resolver problemas. Repare que a palavra-chave é “resolver”. Se você evita os problemas ou acha que não tem nenhum, está no caminho da infelicidade.

Grande parte do mercado de autoajuda se sustenta em vender euforia em vez de ensinar as pessoas a resolver problemas legítimos. Muitos gurus ensinam novas formas de negação (…)

Se você se sente mal, é porque seu cérebro está indicando a presença de algum problema não abordado ou não resolvido. Em outras palavras, sentimentos negativos são um chamado à ação.

Minha paixão era pelo resultado – mas não pelo processo. E, por causa disso, fracassei.

(…) não devemos pautar nossa existência em valores escrotos – prazer, sucesso material, estar sempre certo e otimismo implacável.

Crescimento pessoal é um processo infinitamente repetitivo. Quando aprendemos algo novo, não passamos de “errados” a “certos” – passamos de “errados” a “um pouco menos errados”.

4. A Dança dos Dragões

de George R. R. Martin

George (vulgo Little Georgie) é uma filho da mãe bom para caralho. O cara escreve em formato de crônicas como ninguém. Nesse capítulo das Crônicas de Gelo e Fogo, traz de volta personagens como Dany, Tyrion e Jon, que não apareceram em O Festim dos Corvos. Gostei, também, do retorno de Theon Greyjoy como Fedor, apesar de terem sido acrescentados alguns capítulos com a chatinha da Asha Greyjoy.

Eu me perdi em capítulos com personagens novas (pelo menos como foco da trama), como Aegon, Quentyn, Victarion e Sor Barristan. Até eu me tocar sobre a importância dos capítulos do Aegon (que insistia em vir só pelos seus vocativos), eu já estava praticamente no final do livro. Tenho dificuldades de retomar gente que não está na série desde o início, e só no final das contas é que me acostumei. Achei só uma pena ter apenas um capítulo para Melisandre.

Levei algo como três anos para ler A Dança – e fiz uma pequena promessa de finalizá-la ainda em 2017. É um livro denso e às vezes chato de ser lido, até mesmo em alguns capítulos de personagens que eu gosto (Arya, Bran e Daenerys), mas o que fazer, não é mesmo?
Agora, é só esperar pelos próximos volumes da série – sabe-se lá quando (e SE) vão ser lançados.

Antes de 2017

Sim, antes de 2017 eu já tinha lido bastante! Abaixo, há a lista de tudo o que consegui me lembrar (e algumas anotações nos principais livros). Aproveite a leitura 🙂

meus favoritos

Vamos começar pelos que mais me tocaram o cérebro (como me dei conta há muitos anos, com o ensinamento passado por um título de comunidade no Orkut, amamos com o cérebro, não com o coração).

Guerra dos Tronos

de George R. R. Martin

Escolhi o primeiro romance das Crônicas de Gelo e Fogo para ilustrar todos os outros. George provavelmente me chamaria de criança do verão, como já fez com J. K. Rowling, sem pudor, mas que se dane. Ele é muito bom. O que mais gosto no estilo desse cara é que tudo é um elemento surpresa. Não é só por ele matar personagens importantes (isso é fácil), mas sim porque não falta assunto para os livros dele, e não existe um padrão. Cada página seguinte é diferente. E acredite: páginas não são o que falta nos livros do Mr. G. Eu me lembro de ter lido até a página 45 do primeiro romance querendo desistir, e só aconteceu uma coisa realmente uou por aí mesmo. Ele não esconde nenhum detalhe, então se passam muitas páginas para termos as respostas às nossas perguntas (e, ainda assim, muitas delas somente serão respondidas em outros livros). Outro fato: existe muita gente inventada por George. De acordo com o Business Insider, são mais de 2000 personagens apresentados por George Martin nos livros, até agora. É claro que a maioria não é importante, mas mesmo assim os principais passam de dezenas. É muita gente. A seguir, coloco as palavras de George nos agradecimentos do primeiro volume d’As Crônicas (foi o melhor dos agradecimentos que já vi em todos os livros que já passaram por minha peneira…):

Diz-se que o diabo está nos detalhes. Um livro deste tamanho tem muitos diabos, e cada um deles morderá o autor se ele não tiver cuidado. Felizmente, conheço muitos anjos.

The Miracle Morning

de Hal Elrod – título em português: O Milagre da Manhã

Livro responsável pelo acréscimo de uma rotina matinal a meu dia a dia. Hal Elrod acorda às 5h todos os dias e, em busca do dia incrível, ele começa com uma manhã incrível.

Jane Eyre

de Charlotte Brontë

Um dos romances clássicos da literatura inglesa, super mórbido e com um desfecho um tanto quanto ahnnn… surpreendente. O enredo é o seguinte: Jane é uma jovem órfã que foi enviada pela tia malvada a um convento, ainda quando criança; quando se tornou uma jovem adulta, foi ensinar a enteada francesa de um rico cavalheiro em uma dessas propriedades inglesas do século XIX. O que achei mais legal nesse livro foram os apelidos que o patrão dava a Jane. Muito engraçados e criativos para uma autora quase sem experiência de vida como Charlotte Brontë.

A Culpa É Das Estrelas

de John Green

Confesso que ainda não li nenhum outro romance desse autor, mas John Green me parece fantástico. O livro conta a história de uma adolescente diagnosticada com câncer terminal que entra para um grupo de ajuda. Gosto muito do jeito Green de escrever, embora um ou outro pensamento de Hazel Grace me pareça adolescente-demais-da-conta. A frase sobre matemática que ganha destaque até na contracapa do livro é uma delícia, em minha visão. Vou replicá-la aqui:

Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter (…)

Inferno

de Dan Brown

Este livro segue a MESMA linha que Dan Brown usou em todos os outros livros dele. Se me dessem esse livro para ler, trocassem o nome e a profissão da personagem principal e não me dissessem quem era o autor, eu provavelmente adivinharia com facilidade. Por um lado, isso é ruim porque um monte de gente vai criticar o cara por usar uma fórmula para dar vida aos livros dele; por outro lado, Dan tem uma marca própria e está pouco se lixando. Ele vai lá, tira aquela foto clássica como autor e faz a cara de quem nem liga. Mesmo sendo o último livro escrito por Dan até agora, Inferno é o melhor da série (eu digo isso sendo bastante parcial, porque amo os lugares de o autor escolheu dessa vez para contar as aventuras de Robert Langdon). O romance se passa principalmente na Itália e dá uma grande ênfase à cidade de Florença, onde nasceu e viveu (por um bom tempo) o poeta Dante Alighieri. Este romance se baseia justamente na parte do Inferno, da Divina Comédia de Dante; e, para ser justa, vai um pouco além disso. Fala, também, sobre a superpopulação mundial e os super-humanos, temas que eu não esperava encontrar nos livros de Brown, mas muito atuais e que precisam ser revisados pela sociedade. O bacana é que Dan mantém o estilo no livro, em comparação com todos os outros que escreveu, mas surpreende todo mundo no início e no final da história. É um livro massa. Indico a todos que vêm acompanhando a carreira de Brown e Langdon 😉

O Morro dos Ventos Uivantes

de Emily Brönte

O Morro Dos Ventos Uivantes é ainda mais mórbido e estranho do que Jane Eyre, da outra irmã Brönte. Entretanto, é mais poderoso e de arrepiar! Muitas cenas ficam gravadas na memória e você fica com aquela loucura toda na cabeça só de imaginar o quanto alguém pode ser cruel. Agora, uma coisa é certa: Emily aproveitou basicamente tudo o que tinha tido de experiência (e mais um pouco de imaginação) para escrever este livro. Ela basicamente morou a vida inteira em uma casinha no campo da velha Inglaterra, era tímida, basicamente trocava poucas palavras com as outras pessoas e vivia reclusa. Mesmo assim, escreveu com detalhes o relacionamento doentio de Catherine e Heathcliff e presenteou os pobres mortais dos séculos XX e XXI com uma obra que ficou para a posteridade.

O Dia do Curinga

de Jostein Gaarder

Esse aqui é do mesmo autor de O Mundo de Sofia (não que isso tenha feito alguma diferença para mim, porque eu não li O Mundo de Sofia até hoje). O Dia do Curinga foi um presentão que ganhei de aniversário há alguns anos, de um grande amigo. É um livro muito gostoso, que conta a história de pai e filho que decidem embarcar em uma jornada em busca da mãe e esposa que saiu da vida dos dois para seguir a carreira de modelo, na Grécia. É um romance divertido e trata, principalmente, de filosofia. Eu leria novamente só para poder destacar as melhores partes (na época em que li, eu ainda não fazia isso).

O Caso dos Dez Negrinhos

de Agatha Christie

Um clássico livro de romance policial, do jeito que Agatha Christie gostava! Amo O Caso dos Dez Negrinhos. Um grupo de 10 desconhecidos é convidado passar as férias em uma ilha. Tudo está indo muito bem, até que uma morte misteriosa dá abertura para mistérios que só são resolvidos ao final do livro. Não posso contar muito mais. Pegue o livro, escolha uma boa cadeira de balanço e divirta-se! 🙂

O Diário de Anne Frank

de Anne Frank

É muito sem graça falar desse livro sem dar alguns poucos spoilers, mas vou me segurar ao máximo e realmente não tentar fazer isso. Eu já li alguns livros que tratam do holocausto (sendo a maioria deles de ficção), e parece-me que tenho uma tendência a ler, principalmente, os que têm crianças. Acredito que inocência e guerra servem para constatarmos o quanto guerras são injustas e imbecis. Escolhi o Diário de Anne Frank como preferido dentre todas as histórias relacionadas à Segunda Guerra que já li. Primeiramente, porque Anne existiu e escreveu cada palavra deste bestseller. Lembro-me de que quando peguei este livro para ler eu mesma era uma adolescente, um pouco mais velha do que Anne à época do diário, e pensei: como pode uma garotinha escrever tão bem, ter pensamentos tão profundos e já ter estudado tantas línguas, enquanto eu estou aqui no metrô simplesmente me preocupando em chegar à faculdade no horário certo? Anne foi uma pessoa incrível. Como eu gosto de compartilhar pessoas e histórias incríveis, não deixaria jamais de indicar esse livro aqui no JOI.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

de J. K. Rowling

Em todo livro de saga eu escolho apenas UM para fazer os comentários e apenas cito os demais lá embaixo. Confesso, entretanto, que escolher um dos Harry Potters é como escolher um filho em detrimento do outro. Li a Pedra Filosofal com 11 anos de idade e, apesar de não ter sido realmente o primeiro livro de minha vida, certamente foi aquele que me mostrou como é bom ler. George Martin pode até dizer que J. K. Rowling é uma criança do verão, mas que se dane. É impossível ignorar o que Harry Potter fez. É minha saga preferida, e não preciso fazer publicidade dela para que as pessoas leiam. Quem lê ama (o que ocorre com maior frequência) ou ironiza; não existe outra saída. Ninguém fala que é um péssimo livro ou que a história não contagia. Quer dizer, existem sim alguns casos extremos de gente maluca, mas a maioria dos que não gostam estão no time do Martin (ah, J. K. é bobinha e blablabla). E está tudo bem 🙂

Orgulho e Preconceito

de Jane Austen

Esse é um dos meus clássicos da língua inglesa preferidos. Não li todos os romances de Jane Austen, e nem pretendo, mas os dois que li são ótimos – Mansfield Park e Orgulho e Preconceito. O título do livro é incrível, e retrata justamente os problemas que o par principal enfrenta durante a narrativa. A Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy são extremamente teimosos e preconceituosos um com o outro. As questões financeiras, sociais e familiares influenciam a história o tempo inteiro, o que deixa o romance cheio de fatos interessantes. Também vale a pena ver o filme com a Keira Knightley interpretando a Elizabeth. É um dos poucos casos em que o filme é tão bom quanto o livro!

Desventuras em Série – O Elevador Ersatz

de Lemony Snicket

O que você faria se alguém chegasse para você e falasse: “hey, eu tenho uma coisa para te contar, mas acho que você não iria gostar de ouvir”? Você provavelmente ficaria no mínimo curioso. Foi justamente o que Daniel Handler fez com Desventuras em Série, sob o pseudônimo de Lemony Snicket. São 13 livros com 13 capítulos cada dizendo que: “hey, estou aqui para te contar a história de três crianças, e se você gosta de histórias com ursinhos, coelhinhos e finais felizes, então essa história não é para você”. BAM! Isso é o mesmo que dizer: se você está curioso sobre o desenrolar dessa história e como ela acaba, leia os meus 13 livros do azar! hahaha… Daniel escreve muito bem (e vale a pena a leitura de cada livro). Li há alguns anos 10 deles, sendo o Elevador Erzats o meu preferido. Na época, não li os três primeiros romances porque tinha acabado de ver o filme, mas penso em retomar e ler os três primeiros livros só para relembrar o estilo Daniel/Lemony de contar histórias incríveis.

Demais livros lidos

Não é só porque estes livros estão como “demais livros lidos” que eles são menos importantes. Cada um desses livros me trouxe alegria e sou muito grata por ter tido acesso a eles, à época que os li 🙂

Jogos Vorazes

de Suzanne Collins

Em Chamas

de Suzanne Collins

A Esperança

de Suzanne Collins

Como Eu Era Antes de Você

de Jojo Moyes

Pai Rico Pai Pobre para Jovens

de Robert Kiyosaki

O Jeito Harvard de Ser Feliz

de Shawn Achor

Mansfield Park

de Jane Austen

A Tormenta de Espadas

de George R. R. Martin

O Festim dos Corvos

de George R. R. Martin

A Fúria dos Reis

de George R. R. Martin

Diários de Vampiro – O Confronto

de L. J. Smith

Diários de Vampiro – O Despertar

de L. J. Smith

Auto da Compadecida

de Ariano Suassuna

O Outro

de Bernhard Schlink

O Ladrão de Raios

de Rick Riordan

A Batalha do Labirinto

de Rick Riordan

A Maldição do Titã

de Rick Riordan

O Último Olimpiano

de Rick Riordan

O Mar de Monstros

de Rick Riordan

O Menino do Pijama Listrado

de John Boyne

Eu, Detetive – O Enigma do Quadro Roubado

de Stella Carr e Laís Carr Ribeiro

Eu, Detetive – O Caso do Sumiço

de Stella Carr

Uma Rua Como Aquela

de Lucília J. de Almeida Prado

Ana Terra

de Erico Veríssimo

Divergent

de Veronica Roth

O Leitor

de Bernhard Schlink

Senhora

de José de Alencar

Animais Fantásticos e Onde Habitam

de Newt Scamander

Quadribol Através dos Séculos

de Kennilworthy Whisp

Os Contos de Beedle, o Bardo

de J. K. Rowling

Harry Potter e a Câmara Secreta

de J. K. Rowling

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

de J. K. Rowling

Harry Potter e o Cálice de Fogo

de J. K. Rowling

Harry Potter e a Ordem da Fênix

de J. K. Rowling

Harry Potter e o Príncipe Mestiço

de J. K. Rowling

Harry Potter e as Relíquias da Morte

de J. K. Rowling

Artemis Fowl – O Menino Prodígio do Crime

de Eoin Colfer

Artemis Fowl – Uma Aventura no Ártico

de Eoin Colfer

Harry Potter e as Relíquias da Morte

de J. K. Rowling

Desventuras em Série – Serraria Baixo-Astral

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – Inferno no Colégio Interno

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – A Cidade Sinistra dos Corvos

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – O Hospital Hostil

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – O Espetáculo Carnívoro

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – O Escorregador de Gelo

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – A Gruta Gorgônea

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – O Penúltimo Perigo

de Lemony Snicket

Desventuras em Série – O Fim

de Lemony Snicket

O Símbolo Perdido

de Dan Brown

Ponto de Impacto

de Dan Brown

Fortaleza Digital

de Dan Brown

Anjos e Demônios

de Dan Brown

O Código Da Vinci

de Dan Brown

O Guia do Mochileiro das Galáxias

de Douglas Adamns

O Restaurante no Fim do Universo

de Douglas Adamns

A Vida, o Universo e Tudo Mais

de Douglas Adamns

Crepúsculo

de Stephenie Meyer

Lua Nova

de Stephenie Meyer

Eclipse

de Stephenie Meyer

Amanhecer

de Stephenie Meyer

A Menina que Roubava Livros

de Markus Zusak

Ensaio sobre a Cegueira

de José Saramago

Diários de Vampiro – A Fúria

de L. J. Smith