7 fatos comprovam que já somos ciborgues

Ciborgues, ou cyborgs, são a mistura do orgânico com o artificial (exemplo: um ser humano e um robô). Clique aqui e descubra o ciborgue que existe em você.

Nós JÁ somos ciborgues

Eu tenho provas – algumas beeeem realistas, outras mais anh… controversas… – de que nós já somos ciborgues.

Sim. Já somos parte humanos, parte máquinas.

Independente de seu nível de “levar as coisas muito ao pé da letra”, esse artigo te mostrará várias histórias e jornadas interessantíssimas, que podem ser úteis tanto em uma conversa de bar quanto em um seminário para milhares de pessoas. E podem ser úteis para você pensar sobre seu passado, presente e futuro, também.

Vamos a essas tais provas!

 

1. Você vê as horas com a mão direita

Se você já viu o filme Os Estagiários (a seguir, eu falarei algumas partes do filme, mas sem spoilers que comprometam o enredo), você deve se lembrar que os dois protagonistas eram vendedores de relógios, antes de tentar uma vaga de estágio na Google.

 

Logo no começo, enquanto os dois tentavam persuadir o próprio chefe a não serem demitidos, eles quiseram passar a ideia de que relógios eram maravilhosos. De que pessoas não confiavam em tecnologia: “veja o exemplo de Exterminador do Futuro”, diz Owen Wilson em uma cena.

Depois de ouvir esse discurso fajuta, o chefe de Vince Vaughn e Owen Wilson se vira para a própria secretária (uma mulher na faixa dos 50 e poucos anos) e pergunta que horas são. Com um relógio no pulso, ela pega o próprio celular e para responder ao chefe. Ponto para os robôs!

Esse tipo de cena – alguém olhando as horas com o celular – é super comum hoje em dia, mas até pouco tempo atrás nós usávamos relógios analógicos.

Também víamos filmes pela televisão.

Também líamos as notícias pelo jornal.

Não mais.

Hoje, tudo isso faz parte de nosso braço direito.

Mas o celular não está DENTRO de nosso corpo, Carol.

Ele pode não estar entranhado em sua pele, mas já é uma extensão do corpo humano (não em 100% do tempo, mas em boa parte desse tempo. Portanto: olá, ciborgue! Prazer. Aqui quem fala é a Carol.

 

2. Daltônico, você pode conseguir SENTIR as cores

Neil: o primeiro ciborgue reconhecido
Neil Harbisson: o primeiro ciborgue reconhecido

Ok, vamos ser justos: o primeiro homem a REALMENTE ser reconhecido como ciborgue foi Neil Harbisson, um artista espanhol diagnosticado com acromatopsia (uma espécie de daltonismo). Em 2004, a comunidade internacional deu a Neil o título de ciborgue, embora, via de regra, nós dois já sabemos que eu e você JÁ somos ciborgues também hehehe.

Para que você entenda o que a acromatopsia é, basta pensar que essa doença causa uma cegueira completa das cores.

Neil conseguia enxergar o mundo em preto e branco, apenas, mas descobriu, durante seus estudos na Universidade de Artes de Dartington, a possibilidade de sentir as cores por meio de sons. O artista desenvolveu o que ele denomina eyeborg: uma antena conectada à cabeça que o ajuda a distinguir o vermelho do azul e o azul do verde.

Para levar essa história além e falarmos um pouco sobre super-humanos, é válido destacar que Neil também consegue visualizar cores que os homens comuns não conseguem enxergar, tais como o infravermelho e ultravioleta. Louco, né?

 

3. Você não usa mapas, ciborgue

Desde que você baixou o Waze pela primeira vez, sua alma ciborgue não quer saber de mapas. Ou de decorar nomes de ruas e ruelas. Ou de saber mais sobre o simples sistema de endereços usado em Brasília.

Você não dá a mínima.

Se não sabe exatamente para onde virar o volante, simplesmente deixa sua parte digital fazer isso por você.

E aposto que, se você for do tipo ciborgue nerd, até a voz do seu Waze vem de um robozinho que toda a comunidade das galáxias conhece: o C-3PO. Sim! Você pode instalar no Waze a voz de C-3PO :}

Você já é ciborgue
“Luke, mantenha à direita e então mantenha à direita” – imagem de starwars.com

Fato é que o Waze manda em você. É sua parte robô te dizendo para onde ir: e você confia nela! Às vezes, mais do que em si mesmo. E está tudo bem 😉

 

4. Você tem um amigo robô na Uber

Quando você entra em um carro de uma pessoa desconhecida e sem licença para ser taxista, alguma coisa não está certa com sua cabeça. Certo! Isso se você estivesse no Brasil de outrora – leia-se 2013.

Depois que a Uber chegou ao país, até mesmo os carros de estranhos ficaram mais confiáveis do que os táxis.

  • você tem mais certeza de que um motorista da Uber é motorista da Uber;
  • você não tem medo de alguém da Uber te passar a perna;
  • você não precisa usar pedaços de papel verdinhos para fazer sua corrida.

E de onde vem toda essa sua confiança?

De seu braço direito robô.

É ele quem garante uma segurança muito maior do que a de qualquer táxi no Brasil (sendo esse táxi licenciado ou não).

 

5. Se você precisasse, já poderia usar dedos cibernéticos

Jax, o megafortão de Mortal Kombat, escolheu implantar braços de robôs no lugar de seus frangotinhos braços humanos:

Curiosidade: nos quadrinhos da Liga da Justiça, o Cyborg até tem cara de parte humano, parte robô; mas, no jogo, essa personagem aparece com uma armadura amarela e todos o veem, na verdade, como um robô. Já o Jax tem muito mais “cara de ciborgue”, no videogame.

 

Imagine que você esteja atravessando a rua e se esquece de olhar para o lado esquerdo. Cabum! Algum motorista tão distraído quanto você te atropela e lá se vai sua mão.

Creeeedo, Carol. Credo o quê? Acidentes acontecem.

Fato é que hoje já é possível ter mãos robóticas conectadas ao corpo. Não no estilo do Jax, mas elas já existem. E, pasme: graças a um sinal elétrico emitido pela tecnologia, já é possível sentir texturas com um DEDO robótico.

É o caso de Dennis Aabo, o primeiro homem amputado que teve a possibilidade de sentir, com sua mão biônica:

Se um dia nós achávamos que as células-tronco seriam as primeiras a possibilitar que as pessoas paraplégicas ou tetraplégicas a pudessem andar e sentir, hoje já estamos vendo a evolução caminhar para um lado oposto. Mas calma… daqui a pouco vou falar mais sobre isso, quando citar a nanotecnologia.

É, rapaz. A brincadeira está ficando boa 🙂

 

6. Já existe empresa por aí para fazer uns servicinhos de ciborgues em você

Sabe quando o Darth Vader ou o Luke Skywalker usam A Força para mover coisas e pessoas? Bem, você ainda não vai ser capaz de fazer isso, exatamente, mas a empresa alemã Digiwell promete algo parecido: um implante de chip sob a pele para que você possa se conectar com seu celular, ou para que você possa abrir a porta de sua casa.

Um termo bastante usado em relação a isso é “A Tecnologia das Coisas”. A Tecnologia das Coisas, para mim, particularmente, é uma grande perda de tempo… para que eu iria querer esquentar o meu café Nespresso com celular, ou para que eu iria querer uma geladeira com conexão à Internet?

Inútil, né?

Só que essas inutilidades podem ser as precursoras de alguma coisa útil. Já pensou usar um microchip em seu cachorro para que ele coma na hora certa, ou faça xixi no vaso? Seria engraçado ter um cyberdog. Ou não. Para ser sincera, não sei muito bem se eu estaria disposta a usar esses protótipos de tecnologia em mim ou em minha cadelinha. Não sou fã de protótipos: gosto mais da coisa pronta.

 

7. Você pode estar a algumas décadas de se tornar amortal

T-3000: um ciborgue no novo filme do Exterminador do Futuro
T-3000: um ciborgue no novo filme do Exterminador do Futuro

Eu não conhecia esse termo (amortal) até um dia desses. Descobri lendo o livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, do fantástico historiador Yuval Noah Harari. Esse livro aí está entre meus 10 favoritos da vida.

Amortal é o cara que não é mortal, mas também não é imortal. Se você fosse amortal, não envelheceria, nem morreria por conta de doenças. Em outros termos, se você fosse amortal, você não morreria de morte morrida, só de morte matada.

Fato é que você pode se tornar amortal em poucos anos, se a nanotecnologia chegar ao que promete. Não seria possível afirmar isso há pouquíssimo tempo, e agora pesquisadores já dizem que a nanotecnologia poderá nos salvar de doenças e envelhecimento até o ano de 2050. Os menos esperançosos falam em 2100. Considerando-se o tempo de existência do universo, essas poucas décadas à nossa frente não são nada!

 

Ciborgues amortais até 2050 são REALMENTE tão possíveis assim?

É claro que essas são só algumas hipóteses.

Há alguns anos, pensávamos que o problema de trânsito só seria resolvido com a criação de um transporte público de qualidade, mas daí surgiu a Uber e a possibilidade de, em 5 ou 10 anos, surgirem veículos sem motoristas para grande parte da população.

Também chegamos a acreditar que a Corrida Espacial de meados do século XX levaria o homem a marte em poucos anos, mas isso não aconteceu. A Internet, entretanto, como bem lembrou Harari em seu livro, não havia sido prevista, e olha só até onde chegou.

Então, essa história de amortais até 2050 é um grande TALVEZ. E, considerando o talento que algumas (POUCAS) pessoas têm de ferrar o mundo, também temos de ser resilientes para chegarmos até lá sãos e salvos.

DICA: se você quiser saber mais sobre nanotecnologia e ciborgues, uma boa pedida é assistir ao fime O Exterminador do Futuro: Gênesis (o mais recente filme do Exterminador do Futuro, de 2015). Nessa repescagem, existe o T-3000, um ciborgue nanotecnológico composto por partículas metálicas. Sim: é muito legal. E o filme é com a fofa Emilia Clarke, que faz Daenerys Targaryen em Guerra dos Tronos e, claro, tem o fucking Arnold Schwarzenegger.

 

Fala aí: depois desse artigo você ficou com voz de robô na cabeça?

Hehe. Tá, provavelmente não. Masss…

…provavelmente esse artigo te fez pensar muito sobre o futuro, né? Quando eu li pela primeira vez que em 2050 poderemos retardar ou acabar com a velhice, pensei: putz! Bati na trave! Tão perto e, ainda, tão longe.

Bem…

Eu cheguei à conclusão de que o fato de sermos ciborgues (parte humanos, parte máquinas) não parece ser tão polêmico, por enquanto.

Acredito que, nesse caso, se aplica o ditado “quando os olhos não veem o coração não sente”. Muita gente ainda não vê um simples celular como extensão de nossos corpos, nem vê pernas e mãos que usam bits como uma tentativa humana de querer alcançar o status de divindade. A coisa vai virar realmente polêmica no momento em que a nanotecnologia mostrar a que veio.

Enquanto isso, eu mesma quero saber de mais curiosidades sobre o tema. Você tem alguma diferente da que eu citei? Comente para que nós possamos trocar algumas ideias.

Deixe um comentário