Coloque rápido as boas ideias em ação no momento de criar conteúdo

Decida mandar em seu texto, use a Bouce Rate, ignore partes do esboço... (e outras ações para você melhorar cada vez mais seu jeito de produzir conteúdo).

Como surgem as ideias rápidas?

Imagine que você tenha acabado de sair da sala para lavar a xícara do café que estava suja já fazia duas horas. Enquanto você caminha em direção à porta, balança a cabeça e ri da situação engraçadinha que acabou de acontecer entre você e seu chefe.

Sei que estou te colocando no meio dessa história, mas ela é só para ser imaginada, mesmo, porque, vai, ela aconteceu comigo, não contigo. E não era um chefe, mas sim uma.

Quando a porta de saída da sala se fecha, estou no corredor pensando que, hey, seria legal colocar aquela conversa engraçadinha em meu caderno de engraçadices cotidianas. Vai que um dia eu precise escrever algo cômico e isso retorna à vida?

Hum. Parece interessante.

Nota mental #1: colocar conversa no caderno.

Chego à copa escura e, pensando melhor, por que eu não conto isso no Jornadas Incríveis já hoje? Acendo a luz e penso: BOA ideia.

Ahhh, se eu achasse um assunto a ser ensinado que combinasse com a historinha… aí sim seria ponto para mim.

Estou tranquila, até que, de repente, o pensamento chega de uma vez só: eu posso escrever sobre como ser bom e rápido ao mesmo tempo! Caramba! Tudo a ver… se eu estivesse em um filme, haveria um barulho de “TANDAMMM”, e eu estaria com os olhos esbugalhados, em apuros. Veja bem: nesse momento, estou só na nota mental #2, ainda lavando a xícara, e não tenho onde anotar nada.

Se aparecer mais uma notinha mental, Jesus, acuda! Minha ideia vai se perder.

 

O problema de não haver um papelzinho para anotações quando você mais precisa

Eu ando com papéis. O tempo todo. Quer dizer, não o tempo todo, afinal, acabei de dar um exemplo sobre NÃO estar com o papel naquela hora exata. Mas eu faço o possível para estar com ele e com a caneta, também, sempre que posso. Anoto tudo o que preciso, o que não preciso e o que posso precisar.

E sugiro que você, como criador de conteúdo, faça a mesma coisa.

Metade das anotações, na real, vai para o lixo. Uns 49% ficam vagando pelos meus cadernos digitais e acabam em algum limbo. E o outro 1%, você sabe: E ELAS GOSTAAAM! (Elas quem, cara pálida? Esse é um dos momentos em que você detona as senhoras coesão e coerência do texto só para não perder a piada do Wesley Safadão…).

Se só 1% (maaaais ou menos, ok?) das ideias são realmente usadas, por que anotar?

Muito simples. Porque é daí que vem a genialidade, a sacada, a magia. É daí que saem Frodos, Daenerys e Harrys. Quando você vir uma Cersei saindo pela janela do trem, não deixe isso acontecer, não. Agarre-a com todas as forças. Anote-a mais ou menos e dê vida a ela quando você estiver em sua cadeira, em sua casa.

 

Volte aqui, ideia!

Eu começo a correr com o processo da lavação da xícara. Enxáguo na velocidade Airton Sena e descubro, no momento de enxugar, que ainda ficou uma gotícula de café na parte de fora. Não é possível. Pego novamente a bucha e dou aquela limpada rapidinha.

Entro na sala com pressa e o estagiário decide conversar à toa. Ignoro e continuo andando rápido, até a minha mesa. Ainda com a mão molhada, finalmente pego meu papel e minha caneta e começo a rabiscar as ideias que vão surgindo sobre a conexão “engraçadice com a chefe” e “ser boa e rápida ao mesmo tempo”.

Isto é o que sai:

 

Então, vale lembrar: rolou uma história engraçadinha com minha chefe; fui lavar a xícara e tive uma conexão; voltei correndo à mesa para anotar as ideias, do contrário, elas se perderiam para sempre.

Só para matar a curiosidade, o diálogo com a chefe foi assim (ou ALGO assim haha…):

– Esta [repartição que não vou citar o nome] é muito sem noção, né? – perguntou a chefe.

– Verdade! – respondi – Alguém deveria dizer isso a eles, sabe?

– Deveria mesmo.

– Tenho uma ideia. Você diz, Alê!

A chefinha levantou a cabeça acima do monitor do computador, como sempre faz, quando quer me olhar diretamente, e respondeu:

– Hahahah! Carol, sua engraçadinha… você foi muito rápida…

Parei um segundo, então repeti:

Você diz, Alê!

E saí, rindo, para lavar a xícara.

 

Pois bem. É assim que surge um conteúdo rápido e é assim que ele vira realidade:

Você anota, sabe. Faz um pequeno esboço, conecta os pontos, e então já tem pelo menos metade do seu conteúdo desenhado para que você simplesmente o compartilhe com outras pessoas.

A outra metade pode ser melhor pensada, no momento em que você decide formatar o conteúdo, ou no momento em que você decide fazer uma pesquisa ampla sobre o assunto. Entretanto, até aqui, a parte trabalhosa se passou:

  • você já teve a ideia;
  • você já rascunhou alguns pontos;
  • você já conseguiu fazer uma conexão com um conteúdo importante.

Isso tudo torna seu conteúdo rápido de ser produzido, porque você não fica pensando demais em como ter ideias: você primeiro tem a ideia e depois pensa, conforme executa.

Você também pode tocar em alguns outros pontos cruciais para escrever seus textos com velocidade. Não é só sobre anotações. Vamos ver que outros pontos são esses.

 

#1 DECIDA mandar em seus textos

A decisão de mandar em sua escrita é um momento de verdadeira liberdade, porque você não se encurrala, você não se obriga a seguir um padrão, o que torna seu jeito de contar histórias gostoso e fácil.

Quando as regras são feitas por você, naturalmente será mais rápido concluir o conteúdo.

Eu comecei os tópicos de ensino deste texto – ou headlines, como os SEOzeiros preferem! – somente agora. Por quê? Porque eu posso. Porque meu texto ficou melhor assim, nesse caso. Como uma boa rebelde, defini que não quero a introdução de hoje com apenas algumas poucas palavricas, e foi o que fiz.

A história toda precisava ser contada para que você entendesse os pontos principais do texto – e não há problemas de deixá-los para depois só por conta de estética ou do que os robôs da Google pensariam.

Aliás, por falar em Google… quer saber o que é realmente importante para o Google?

A Bounce Rate.

 

#2 A Bounce Rate do Google

A Bounce Rate é a Taxa de Rejeição de um site – e o Google fica de olho nisso. Se as pessoas passam alguns minutos a mais em minha página do que em outras páginas (como é o seu caso, se você estiver lendo o texto desde o início), o Google vai dizer: pô! Alguma coisa boa está escondida aí! Então eu vou mandar mais pessoas para lá.

Só que (eu repito) eu sou rebelde. Sabe qual foi a última vez que chequei minha Bounce Rate?

Bem, eu não sei. Mas faz bastante tempo.

O que importa para mim é escrever textos de modo que outras pessoas leiam. É legal dar uma de introspectiva vez ou outra, e escrever para mim mesma, mas venhamos e convenhamos, melhor ainda é quando compartilho alguma informação por aqui e ela é útil, didática e interessante, ao mesmo tempo, porque isso faz com que ela seja, também, lida e compartilhada por outras pessoas interessantes que gostam de coisas úteis e didáticas.

E o Google vai te ajudar, se perceber que as pessoas estão amando suas coisas (tal como outros mecanismos de busca). A melhora na Bounce Rate vai ser mera consequência.

Por isso, o lance do SEO não é ficar bom em SEO. É ficar bom em ser bom de verdade.

 

#3 Para ser mais rápido, não siga seus esboços ao pé da letra

Minha regra número UM sobre criação de conteúdos é que eu posso quebrar TODAS as regras, inclusive as minhas. Ideias são como castanhas: a maioria delas são gostosas, mas sempre vai haver alguma para estragar o pacote.

Isso significa que você não precisa colocar todas em ação. Muitos conteudistas (ou aspirantes a conteudistas) olham para o esboço e dizem: ah, é verdade, eu ainda tenho que falar sobre isso, né? Que saco…

Você não tem que NADA. Quer dizer, na verdade, você “tem que” só uma coisinha: você tem que escrever um bom conteúdo. Se a ideia do rascunho não for boa, faça como eu faço: passe um grande X de Xuxa em cima dessa ideia e esqueça que um dia ela esteve ali.

 

#4 A mentira do Diagrama do Tradutor

O matemático britânico John Venn criou alguns gráficos que viriam a facilitar a teoria dos conjuntos para pessoas que são péssimas em matemática. Esses gráficos ficaram conhecidos como Diagrama de Venn, e até hoje são ensinados nas escolas, para que todos entendam, visualmente, como são formados os conjuntos (geralmente de pessoas).

Venn não sabia que um dia, em pleno país dos memes, o tal Diagrama seria utilizado para se fazer piada dentro de uma repartição pública brasileira. O setor de relações internacionais de onde eu trabalho recebeu por WhatsApp a seguinte imagem, com o gráfico já montado:

Depois de eu receber a imagem acima, percebi que o mundo entrou em um caldeirão de Venns. Eu cheguei a receber essa imagem de todo jeito. Um dia veio a mesma piada com jobs de publicidade; outro dia, com atendimento em postos de gasolina; outro dia, acredite ou não, conseguiram colocar esse Venn da piada dentro de Game of Thrones.

Bem, o fato é que eu conheci esse meme com os tradutores, então decidi chamar o tópico de A Mentira do Diagrama do Tradutor.

Prazos curtos

Veja bem. O que não concordo nesse diagrama é a EXISTÊNCIA do conjunto “rápido”. Ele nem deveria estar ali, entende?

TUDO o que nós nos propusermos a fazer deverá ser rápido. Quando o prazo cresce, também cresce a procrastinação, também cresce a vontade de desistir.

Prazos curtos nos ajudam também a ir direto ao ponto e a excluir coisas desnecessárias e prolixas. Quando me dão uma campanha de design para fazer (um site, por exemplo), eu uso no máximo 2 dias até concluir. Quando me dão um texto para escrever, não passo de 3h nele (hoje em dia, é claro). Eu tenho mais ideias com que lidar, e, melhor ainda, tenho mais ideias importantes a compartilhar, então não posso me dar ao luxo de ficar enrolando para entregar as que podem ficar prontas rapidinho.

Sendo assim, no meu Diagrama de Venn, o conjunto “rápido” seria um conjunto universo. Ou seja: ser rápida é um fator obrigatório para qualquer situação, porque eu evito ao máximo fazer coisas inúteis com meu tempo produtivo. Aliás, para concluir esse pensamento, é provável que se eu estivesse conversando pessoalmente contigo agora, sairia uma expressão “véééi…”, seguida por um: “não dá para enrolar”.

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