4 Lições que Aprendi com Bruce Lee sobre a Vida

Até hoje, os pensamentos e ensinamentos de Bruce Lee influenciam milhares de pessoas mundo afora. Uma dessas pessoas sou eu. Descubra por quê!...
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Se você:

  • está em um ambiente no qual você não consegue atingir os resultados que gostaria;
  • está lutando há muito tempo por um objetivo que simplesmente não consegue alcançar…;
  • pensa que só vai estar feliz quando atingir esse objetivo;
  • parece viver em um loop infinito;
  • quer ter coisas demais…

…você é como eu já fui.

Bruce Lee, o grande mestre das artes marciais da história do cinema, teve uma daquelas mortes precoces e sem sentido. Aos 32 anos, foi vítima de um edema cerebral causado por um remédio que tomara devido a uma forte dor de cabeça.

De toda maneira, Lee conseguiu repassar uma filosofia e estilo de vida próprios e, até hoje, seus pensamentos e ensinamentos influenciam milhares de pessoas mundo afora.

Uma dessas pessoas sou eu.

 

Lição #1: Seja água, meu amigo

Eu estava em um seminário online, ao vivo, com um amigo (o incrível professor Igor Oliveira), quando ouvi essa frase pela primeira vez. Na realidade, eu tinha uma noção de que a frase já havia passado por minha vida, mas foi com o Igor que ela ficou.

“Seja água, meu amigo”, disse Bruce Lee.

O mestre das artes marciais dizia que água em um copo se torna o copo; água em uma garrafa se torna a garrafa.

Esse ensinamento possui uma lição muito simples: para avançar em sua jornada, muitas vezes você terá de se adequar ao ambiente, como a água o faz.

Muitas pessoas preferem reclamar, no lugar de tentar ser resilientes.

Em minha adolescência, com 14 ou 15 anos, eu não sabia estudar e tinha bastante dificuldade com algumas matérias da escola. Não que a escola seja a melhor coisa do mundo – nossa educação extremamente formal e tradicionalista muitas vezes pegam nossa criatividade e a esmagam dentro de uma pequena caixa.

Só que eu preciso chegar a um ponto, aqui. Bem. 14 ou 15 anos. Dificuldade de aprendizagem.

Quatro anos depois, decidi aprender várias matérias que eu nunca tinha visto em minha vida, com o intuito de passar em uma prova de concurso público.

Uma de minhas grandes dificuldades foi conseguir me concentrar nos textos, quando lia sozinha. Passava uma mosca, pessoas fora do meu quarto começavam a conversar, era tiro e queda: eu já ficava com raiva e perdia a concentração.

E então eu pensei: ir à biblioteca é pior; é longe e eu tenho que levar toda a minha tralha de estudos… não, não. Eu devo me adequar a ESTE ambiente.

Conversei com minha família. Pedi para que não entrassem em meu quarto nos momentos de estudos. Comprei tampões de ouvido. Coloquei cronômetros e fiquei extremamente rígida com horários. Parei de reclamar do ambiente e trabalhei para que eu me adequasse a ele.

Até hoje, dessa vez com acesso aos conhecimentos de Bruce Lee, consigo com facilidade transformar qualquer ambiente em que eu esteja em um lugar confortável. Em outras palavras: eu me tornei água.

 

Lição #2: A vida é uma jornada, não um destino

Agora, quando eu falo que aplico o que ensino, é porque essa é a grande verdade. Quem me conhece bem, ou quem leu bastantes textos meus, já deve ter visto essa frase pelo menos uma vez.

Na realidade, esse pensamento não é originário do Bruce Lee, mas ele já disse algo parecido, e foi assim que eu aprendi:

Lembre-se, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha fé em sua capacidade.

– Bruce Lee

Para você ter uma ideia da força dessa frase em minha vida, ela já apareceu nas principais aulas que dei quando era professora de Administração Financeira e Orçamentária; ela já apareceu quando eu tive ideias para minhas tatuagens; e ela aparece no nome do meu principal site – o Jornadas Incríveis, esse site bonitão em que você está nesse exato momento.

A primeira vez que li essa simples citação me trouxe toda a clareza do mundo em relação à vida: ela não é feita dos grandes objetivos. Ela é feita da jornada, do caminho.

Quando tive esse primeiro contato, minha reação imediata foi correr para o Google e digitar a frase. Eu tinha lido em inglês, então minhas palavras para o sabichão do Google foram: life is a journey, not a destination – e o primeiro resultado que surgiu foi a letra de uma música.

Amazing, do Aerosmith.

Baixei a música e ela se tornou um dos meus principais hinos. Feche seus olhos e escute:

Descobri, futuramente, que não foi Bruce Lee ou a banda os verdadeiros donos da frase, mas sim Ralph Waldo Emerson, escritor e filósofo americano. Esse escritor acreditava que a verdadeira sabedoria é viver o maior número de boas horas.

 

Viver o maior número de boas horas, independente da horas

Quando eu estava estudando para concursos, algumas pessoas – geralmente as que me apoiavam menos, ou até as que não queriam que eu passasse – diziam que eu devia viver mais, que eu devia curtir a vida enquanto meu prazo de validade expirasse.

Eu via muitos amigos e primos seguindo esse conselho. Iam a festas e mais festas; viravam noites e mais noites; bebiam até chamarem atenção suficiente, muitas vezes vomitando e esperando que os outros rissem bastante.

Aquilo era um loop para mim e todos pareciam iguais. Eu sempre quis ser diferente, não seguir o cardume, e sempre quis viver o maior número de boas horas. Não via naquela repetição algo em que eu me encaixasse.

Minha vida de leituras, silêncio e paz era bastante aproveitada e eu me sentia muito bem aprendendo coisas novas todos os dias.

Eu não estava pensando no futuro. Eu já estava aproveitando meu presente, ao meu modo.

 

Feliz quando, feliz se…

 

Uma tendência do ser humano é usar metas como base para outras metas.

Quando eu terminar a faculdade, eu arrumo um emprego…

Quando eu tiver estabilidade, eu terei um filho…

Se meus pais não se divorciarem, eu viajo para fora do país…

Parece que estamos sempre procurando alguma desculpa simplesmente para não fazer o que queremos fazer.

Decidimos ser felizes SE acontecer alguma coisa, no lugar de ser felizes por tudo o que nos acontece, realmente.

Quando eu tinha 19 anos, decidi que minha carreira estaria perfeita se eu fizesse R$ 4 mil por mês; 3 anos depois, eu fazia 3 vezes isso e ainda não estava satisfeita. Com a remuneração eu estava até bem: dava para comprar quase qualquer coisa que eu achava interessante aos 19, dava para ficar tranquila durante bons anos… mas eu quis mais. Não era só dinheiro. Eu quis mais em minha carreira e em minha vida.

Hoje, sou grata por não ter parado no momento de minha estabilidade. E decidi fazer planos da seguinte maneira: daqui para frente, vou aproveitar todos os meus dias, mesmo os mais comuns que vierem, e vou ser feliz por hora, não por estação, não pela lógica “se… então…” ou por tabelas-verdade.

 

Várias histórias são melhores do que uma história

Voltando ao caso de algumas pessoas de minha família e de alguns dos meus amigos: as histórias das festas e bebidas sempre se repetiam (e se repetem até hoje). Sua tia estava louca, seu primo estava bêbado, subiram na mesa, você devia ter visto que louco.

Louco eu não sei… repetitivo: sem dúvidas!

É incrível a quantidade de bobagens que fazemos só para que os outros falem bem, falem mal, mas falem da gente.

Em uma história, nós temos ideias e criatividade surgindo, exato. Em uma jornada, entretanto, temos várias dessas histórias.

Se você sabe contar boas histórias, como Bruce Lee sabia, você consegue influenciar mais pessoas para o bem.

Quantas cartas na manga você tem? São as mesmas histórias de sempre ou são histórias inspiradoras, que podem e devem ser repassadas para o mundo?

 

Lição #3: Se você gasta muito tempo pensando em uma coisa, você nunca conseguirá fazer com que ela fique pronta

Certa vez, li no blog do James Altucher uma fórmula mágica que resume o pensamento do sr. Bruce Lee.

A fórmula é a seguinte:

Ações > Palavras > Pensamentos

Eu não sei qual era seu nível de dificuldade com matemática nos tempos de escola, mas vou te explicar o que o símbolo “>” significa. Ele significa a palavra “MAIOR”.

Portanto, o que James diz com essa simples fórmula é que ações são maiores que palavras, e palavras são maiores que pensamentos.

Quantas vezes já não ouvimos pessoas dizendo “eu já tinha pensado nisso antes…” ou “foi isso que eu pensei…” ou “poxa, essa ideia era minha…”?

Ideias não são nada sem execução.

Dizer que você já teve a ideia de iniciar uma jornada não é o mesmo que iniciá-la na real.

É como o pastor que não executa o que prega, ou o crente que não executa o que reza.

Bruce Lee concluía muito bem dizendo  que querer não é o bastante, porque é preciso fazer.

 

Lição #4: Ninguém acumula, apenas elimina

Nós vivemos em um mundo de extremo consumismo. EX-TRE-MO.

Era bastante comum eu sair para ir ao Park Shopping, ou ao Iguatemi Shopping, ou a qualquer um desses gigantões, para simplesmente ver o que eu precisava. Como assim você vai PESQUISAR para comprar algo que você nem imagina querer?

O que eu precisava mesmo era parar com isso. Em 2017, eu decidi não ir mais a shoppings. Minha decisão me fez conhecer bastante o comércio local de Brasília, e minha conta de gastos pessoais diminuiu drasticamente.

O pensamento completo de Bruce Lee fica assim:

Ninguém acumula, apenas elimina. Não se trata de aumento diário, mas de perda diária. O caminho do cultivo sempre vai em direção à simplicidade.

– Bruce Lee

 

É claro que não acumulamos apenas coisas. Acumulamos, também, tarefas.

Eu costumava trabalhar mais para obter mais resultados, antigamente.

Não que eu tenha deixado de trabalhar bastante. Hoje, se você for um amigo pessoal e me ligar, provavelmente eu direi que estou fazendo algum tipo de trabalho, porque eu estou sempre escrevendo ou lendo, e isso faz parte de minha carreira – mas eu não faço isso para fazer dinheiro.

Em outros tempos, eu fazia isso pelo dinheiro, e a razão era inversamente proporcional: quanto mais exausta eu ficava, menos dinheiro parecia surgir.

Quando eu relaxei e tirei de minha vida tudo o que não precisava estar relacionado ao que eu realmente amava, meu tempo ficou muito mais leve.

Hoje, eu escolho dizer às pessoas que estou trabalhando, não porque eu preciso, mas porque é o que eu realmente sinto vontade de fazer.

 

Lição extra: seja único no mundo

É claro que o Bruce continuou aparecendo em meu caminho, e eu continuo aprendendo com ele. Alguns meses depois de escrever este artigo, eu me deparei com mais um ensinamento do Bruce Lee, quando estava em uma palestra (do Pedro Superti) sobre diferenciação.

O lutador de kung fu disse o seguinte:

Absorva o que é útil, descarte o que não é, acrescente o que for exclusivamente seu…

Veja só: há muitas cópias por aí. Muitas cópias mal feitas de ideias incríveis. O problema é que as pessoas têm um potencial enorme, mas ficam procurando fórmulas mágicas esquisitonas de tentar se dar bem. Se há algo que aprendi em minha jornada, esse algo é que nós só crescemos quando realmente buscamos ser melhores, não iguais.

Isso não se aplica a tudo, é claro. Você não vai querer reinventar absolutamente todas as coisas do mundo, e é isso o que Bruce quer dizer com “absorva o que é útil”. Só não deixe de ser você, nem de passar sua mensagem conforme suas regras, só porque alguém um dia ditou outras.

Todo jornadeiro (que quer viver histórias incríveis) é um destruidor nato do status quo. Se algo no mundo não funciona e você pode fazer alguma coisa em relação a isso, faça. Mesmo que dê trabalho.

 

Agora a batata vai para você!

Chegou a sua vez de compartilhar histórias, viver jornadas, eliminar o que deve ser eliminado e entrar em ação.

Por isso, pergunto: existe mais algum conhecimento incrível que Bruce Lee tenha passado para sua vida também? Algum deles está aqui neste artigo? Comente 😉

Comentários (7)

Não sei o por quer da pagina aparecer como sugerida no meu face , mas me chamou a atenção o Bruce e gostei muito . usando a sabedoria filosófica de Bruce fora das artes marciais , que seria o mais comum .

Legal que você tenha gostado, Gleison! 🙂 Abraços!

Muito bom seu texto Carol, sou muito fã do Bruce, também estou em busca de um novo caminho. Impossível a vida ser só isso que vemos !!!

Bruce mandava bem demais, Elton!
O legal é trazer isso tudo para as NOSSAS realidades e NOSSA vida. Aí é que a coisa fica boa <3

verdade mesmo, você tem toda razão … ^^

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